Em entrevista sobre a visita do papa, Paes diz que França não é país de trabalhadores

Afirmação foi em resposta à pergunta de uma televisão francesa sobre a decretação de dois dias de feriado municipal, o que não aconteceu quando a Jornada foi em Paris

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

21 de julho de 2013 | 16h21

Em entrevista na manhã deste domingo, 21, sobre a visita do papa ao Rio, o prefeito Eduardo Paes respondeu com ironia à pergunta de uma equipe de televisão francesa sobre a decretação de dois dias de feriado municipal, o que não aconteceu quando a Jornada aconteceu em Paris. Paes disse que "a França não é exatamente um país de gente trabalhadora".

"A França já tem tanto feriado que, se colocassem mais um feriado para o papa, ninguém trabalhava mais. Nem executivo pode fazer hora extra lá. Tendo em vista que não temos tantos feriados como os franceses, será permitido um feriado a mais", respondeu o prefeito.

Logo em seguida, a equipe de televisão francesa deixou o auditório. "Ficou chateado com a resposta? Desculpa, mas não resisti", disse o prefeito ao repórter. E provocou de novo: "deve ser feriado lá". O jornalista disse que estava saindo porque precisava mandar a reportagem para a França.

Imprevisível. Paes disse que a chance de o papa sair de carro aberto e falando com as pessoas é muito grande e que isso não é um problema para a cidade. O prefeito pediu compreensão dos cariocas para os transtornos. Segundo Paes, a prefeitura não foi informada dos próximos trajetos do pontífice em jipe aberto.

O passeio pelo centro da cidade, que acontece amanhã (22), a partir das 17 horas, só teve o roteiro definido, entre a Catedral Metropolitana e o Teatro Municipal na tarde de sexta-feira. "O papa vai fazer o que quiser, mas é claro que não é um cidadão comum", disse o prefeito.

"O papa já anunciou sua primeira mudança, (o passeio no centro hoje) era algo que não prevíamos. Serão dias de muita paz e alegria, mas de algumas contingências até por conta do estilo informal do papa Francisco. A gente não tem clareza dos trajetos em carro aberto, em carro fechado e de helicóptero", disse o prefeito. "Se o papa quiser, posso andar de bicicleta com ele, no roteiro que eu sempre faço", brincou Paes.

O prefeito voltou a dizer que fazer manifestação é um direito da população. "Acho que vão ter um tom diferente, não vai ter quebra-quebra", afirmou. Paes será anfitrião de uma recepção ao papa no Palácio da Cidade, com a presença de esportistas como Pelé, Neymar e Oscar Schmidt e cerca de 600 convidados. Segundo o prefeito, a cerimônia terá apenas 15 minutos, sem discurso do pontífice. A prefeitura informou que a recepção custará R$ 212 mil, sendo o maior custo a proteção do jardim em frente ao palácio.

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