Em Ohio, Romney tenta conquistar simpatia dos desempregados

O candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, manifestou nesta quarta-feira empatia pelos norte-americanos desempregados, no que pareceu ser um esforço para reduzir os danos decorrentes dos comentários feitos por ele em um vídeo gravado secretamente, que o fez cair nas pesquisas.

STEVE HOLLAND, Reuters

26 de setembro de 2012 | 15h25

"Eu estive em todo o país. Meu coração dói pelas pessoas que vi", disse Romney a uma plateia empolgada em Wasterville, no segundo dia de um tour de ônibus por um Estado considerado essencial para ele na eleição de 6 de novembro.

No dia em que o candidato recebeu o apoio da lenda do golfe Jack Nicklaus, nativo de Ohio, uma nova pesquisa eleitoral feita pela Universidade Quinnipiac e pelo jornal The New York Times mostrou problemas para Romney.

A sondagem mostrou que o presidente democrata Barack Obama, que também faz campanha em Ohio nesta quarta, está à frente de Romney no Estado com uma vantagem de 10 pontos percentuais e ainda lidera em outros dois Estados importantes --Flórida e Pensilvânia-- por uma diferença similar.

Ohio e Flórida são Estados politicamente divididos cruciais na estratégia de Romney de angariar os 270 votos necessários no colégio eleitoral para a vitória. A perda de um desses Estados poderá ser desastrosa para o republicano.

A pesquisa mostrou que Romney, que estava atrás de Obama com uma diferença menor no início da semana passada, foi bastante prejudicado pela divulgação de um vídeo gravado em sigilo de um discurso dele em um evento privado para arrecadar fundos em maio passado.

No vídeo, Romney --um ex-executivo cuja fortuna é estimada em 250 milhões de dólares-- diz aos doadores ricos de sua campanha que 47 por cento dos norte-americanos são "vítimas", que dependem do governo, não pagam o imposto de renda federal e provavelmente não vão apoiá-lo.

A divulgação dos comentários na semana passada provocou uma crise na campanha de Romney. Os democratas foram rápidos em apontar que os "47 por cento" aos quais Romney se referiu, os que recebem alguma forma de benefício governamental, incluem não apenas os pobres, mas também as famílias da classe trabalhadora, integrantes da força militar e os idosos, parte dos quais Romney precisa do apoio.

"O furor sobre a declaração dele sobre os 47 por cento quase certamente é um fator importante na vantagem de dois dígitos que o presidente Barack Obama tem na Flórida, em Ohio e na Pensilvânia", afirmou Peter A. Brown, diretor assistente do Instituto de Pesquisas da Universidade Quinnipiac.

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