Em SP, degradação destrói Hospital Matarazzo

Há uma década e meia, o Hospital Matarazzo, próximo da Avenida Paulista, está sem uso. É uma das joias arquitetônicas de São Paulo, tombado tanto pelo conselho de patrimônio público municipal quanto pelo órgão estadual. Mas isso não impediu a degradação - há pedaços inteiros de forro no chão, além de um sem-número de goteiras em quase todos os cômodos. Equipamentos hospitalares se amontoam em alguns cantos, juntando pó e servindo de abrigo para ratazanas. Parte do teto está ruindo. Na tentativa de reerguer o hospital, um grupo de cerca de 30 vizinhos, ex-funcionários e ex-pacientes chegou a montar uma campanha na internet para lembrar a história do Matarazzo e discutir projetos para a ocupação. Também conhecido como Umberto I, o Hospital Matarazzo foi inaugurado em 1915 pela Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo com o slogan ?a saúde dos ricos para os pobres?. A maternidade era vista como a melhor da América do Sul. Mas, por falta de recursos, o complexo foi fechado e vendido em 1996 para seus atuais proprietários, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). O Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) afirmou que enviou um ofício para o fundo de previdência determinando um prazo de 30 dias para elaborar relatório e diretrizes preliminares de recuperação do conjunto. A Previ alegou que o local não está em situação precária e que vai estudar as medidas cabíveis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2009 | 09h35

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