Enfermeira é condenada por matar bebê durante circuncisão

Grace Adeleye realizou o procedimento sem anestesia; recém-nascido sangrou até morrer.

BBC Brasil, BBC

15 Dezembro 2012 | 08h30

Uma enfermeira britânica foi condenada nesta sexta-feira por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) depois de errar um procedimento médico que causou a morte de um bebê de quatro semanas.

O incidente ocorreu em abril de 2010 quando Grace Adeleye fez uma circuncisão em um recém-nascido.

Porém, alegou a promotoria, a sutura foi mal feita e a criança sangrou até morrer antes de ser levada ao hospital.

O procedimento ocorreu em Oldham, no norte da Inglaterra.

Adeleye foi acusada de negligência no tribunal de Manchester.

A enfermeira, que negou o crime, disse ao júri que havia feito mais de mil circuncisões sem nenhum acidente.

Adeleye e os pais do bebê são da Nigéria, onde o procedimento em recém-nascidos é uma tradição em famílias cristãs.

Ela havia recebido 100 libras (336 reais) pela operação.

Durante o julgamento, a promotoria apresentou provas de que a enfermeira conduziu o procedimento usando apenas um par de tesouras, um fórceps e azeite de oliva, sem anestesia.

Adeleye afirmou que não percebeu "qualquer problema" quando saiu da casa da criança e que os pais do recém-nascido teriam ficado contentes com a operação.

Entretanto, a promotoria rebateu as afirmações da enfermeira, alegando que, quando os pais trocaram a fralda do bebê, se surpreenderam ao descobrir uma grande quantidade de sangue.

Eles teriam, então, telefonado para Adeleye, que sugeriu apenas "limpar" o ferimento.

No dia seguinte, os pais da criança decidiram chamar uma ambulância e o bebê foi levado a um hospital local, onde foi confirmada sua morte. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.