Festival Lollapalooza leva 52 mil ao Jockey Club de SP

Com carisma e senso de grandiosidade, a banda americana The Killers comandou uma catarse no final da noite de sexta-feira (29), no Jockey Club, zona oeste de São Paulo, no primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2013. "Oi, São Paulo, nós somos The Killers e está noite somos todos seu", disse em português o cantor Brandon Flowers.

JOTABÊ MEDEIROS, ROBERTO NASCIMENTO E JOÃO PAULO CARVALHO, Agência Estado

30 de março de 2013 | 09h41

Canções como Smile Like You Mean It, Miss Atomic Bomb e Somebody Told Me estavam entre as primeiras do repertório e causaram histeria. Foi a atração mais disputada. Muitos famosos estiveram no Jockey para vê-los, como a atriz americana Lindsay Lohan, o cantor do Sepultura, Derrick Green, e diversos globais.

O primeiro dia do festival, que continua nestes sábado e domingo, teve um público de 52 mil pessoas, número abaixo do esperado pela produção, que apostava em 60 mil. Uma chuva fina bastou para criar diversos pontos de lama. O evento acabou ganhando o apelido de ''lamapalooza''.

O grupo Flaming Lips também foi uma das principais atrações do primeiro dia. Já o grupo indie Passion Pit fez um show competente, marcado por hits açucarados como Sleepyhead e Little Secrets. Problemas no som prejudicaram a apresentação do Cake. Apesar do carisma do líder da banda, John McCrea, o grupo sofreu com o som baixo. Quem estava mais longe do quinteto e próximo a outro palco, o Perry, onde Porter Robinson se apresentava no mesmo horário, mal conseguia ouvir o show dos californianos.

O duo indie Crystal Castles mostrou um sólido set de dance music no fechar da primeira tarde do festival. O grupo opera uma espécie de indie trance, em que os macetes de música de pista para as massas são incorporados aos de uma banda de rock.

Surpresa

Mas a maior surpresa foi o grupo indie Of Monsters and Men, que fez o primeiro show de comoção popular. Entrando pontualmente às 15h, o sexteto islandês enfrentou chuva fina logo de cara, o que levou a fofíssima cantora Nanna Brynds Hilmarsdóttir a usar o que seria má notícia em seu favor. "É bom estar aqui. Sob a chuva. Eu adoro isso." Lá pelo meio do show, já não tinha mais dúvidas: "Eu prefiro a chuva ao sol". Nanna terminou o concerto caindo no meio do seu público - um público considerável, mais de 20 mil pessoas àquela altura da tarde.

O público abraçou calorosamente a chuva e a lama, combinação que parece que vai dar o tom ao festival daqui por diante. E também os verdadeiros contratempos, como a cerveja cara (R$ 8), as filas e os camelôs (mesmo dentro do festival, uma capa de chuva era vendida por R$ 20).

O evento também teve momentos de serenidade e até romantismo. A banda Agridoce, projeto paralelo da vocalista Pitty e do guitarrista Martin, transformou a pista do Lollapalooza em um espaço de reflexão. "Este e o último show da turnê. Espero que gostem", disse Pitty, antes de assumir o piano e executar Across the Universe, clássico dos Beatles. Ainda há ingressos para os shows destes sábado e domingo na bilheteria do Jockey Club de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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