Governo quer agilizar processo de destruição de armas

Preocupados com o desaparecimento de milhares de armas depositadas nos fóruns de todo o País, o Ministério da Justiça assina amanhã, 11, um acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com o Ministério da Defesa para agilizar o processo de destruição deste arsenal.

DAIENE CARDOSO E FAUSTO MACEDO, Agência Estado

10 Outubro 2011 | 18h31

O acordo faz parte da Campanha Nacional do Desarmamento, que passará a divulgar a quantidade de armas entregues pelos cidadãos e os artefatos destruídos. "Temos uma quantidade imensa de armas que estão aquarteladas nos fóruns e cotidianamente essas armas são desviadas pela própria impossibilidade dessas unidades guardarem as armas em lugares seguros", explicou o ministro José Eduardo Cardozo.

De acordo com o Ministério da Justiça, a campanha já arrecadou 25 mil artefatos de fogo, entre eles fuzis, metralhadoras e submetralhadoras. "Nós arrecadamos armamentos pesados nesta campanha, coisa que nunca havia acontecido", comemorou o ministro. Para Cardozo, a entrega voluntária e anônima aliada ao pagamento, em 24 horas, de R$ 100 a R$ 300 por arma, motivam a colaboração da população.

Como a sociedade vem respondendo de forma positiva à campanha, a preocupação do governo federal agora é garantir a destruição destas armas, de forma a evitar que elas retornem às ruas. "É de fundamental importância que essas armas, tiradas de circulação, possam ser eliminadas de vez para que não se corra o risco que elas voltem à circulação", disse Cardozo.

Para fechar uma das fontes de acesso às armas, o governo contará a partir de amanhã com a colaboração do CNJ para acabar com o arsenal mantido hoje nos tribunais. "Nossa esperança é poder destruir com maior rapidez centenas de milhares de armas guardadas nos fóruns", afirmou o ministro.

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