Greve tem adesão de agentes da PF de Minas Gerais

Agentes, escrivães e peritos técnicos da Polícia Federal em Minas Gerais aderiram à paralisação nacional da categoria deflagrada nesta terça-feira. Durante a manhã, cerca de 100 policiais fizeram um ato simbólico de entrega das armas e distintivos em frente à sede da PF em Minas, no bairro Gutierrez, na região oeste da capital. Durante a tarde, a categoria promoveu panfletagem na Praça Sete de Setembro, um dos pontos de maior movimento no centro da cidade.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

07 de agosto de 2012 | 14h57

Segundo o Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef/MG), com o movimento, serviços como emissão de passaportes funcionarão com escala mínima, para emissão de documentos apenas em casos de urgência.

De acordo com a entidade, enquanto durar a paralisação vão ficar suspensos todos os trabalhos de investigação, inspeções em empresas de segurança agências bancárias e registro de estrangeiros, por exemplo.

Já no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, a categoria está planejado o inverso: agentes prometem aumentar o rigor nos procedimentos de fiscalização, o que deve aumentar o tempo de espera para embarque nos voos que partem do terminal, assim como dos passageiros que chegam do exterior.

Segundo o presidente do Sinpef/MG, Renato Deslandes, a mobilização permanecerá pelo menos até sexta-feira, quando está prevista uma assembleia da categoria. Os policiais reivindicam reajuste salarial e reestruturação da carreira. "Um agente em início de carreira recebe R$ 7,2 mil. É quase metade que um auditor fiscal, que tem o mesmo nível de escolaridade", observou.

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