Gripe H1N1 pode matar muito rápido, dizem pesquisadores

O novo vírus da gripe H1N1 está "atacando de modo diferente" das gripes sazonais, matando mais jovens do que as gripes comuns e, frequentemente, matando-os com muita rapidez, disseram dirigentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.

MAGGIE FOX, REUTERS

16 de outubro de 2009 | 20h21

Uma análise de estudos feitos nos sete meses de circulação do vírus H1N1, também conhecido como gripe suína, mostra que normalmente ele é brando, mas pode causar sintomas severos e incomuns em algumas pessoas, segundo um encontro promovido pela OMS em Washington nesta semana.

"Participantes que lidaram com casos como esses concordam que o quadro clínico em casos graves é claramente diferente do padrão da doença visto durante as epidemias sazonais de gripe", disse o doutor da OMS, Nikki Shindo, durante o encontro.

A gripe H1N1 foi declarada uma pandemia em junho e está se espalhando globalmente. A OMS parou de contar os casos, já que não há testes suficientes para diagnosticar todas as pessoas doentes.

Também nesta sexta-feira, a doutora Anne Schuchat, do Centro para Prevenção e Controle de Doenças, dos Estados Unidos, disse que 86 crianças norte-americanas morreram de gripe H1N1, a maioria com idades entre 5 e 17 anos, grupo que normalmente escapa de sérias epidemias de gripe.

Normalmente, a influenza é uma doença do trato respiratório superior, afetando nariz e garganta. Mas o H1N1 vai mais além, atingindo os pulmões.

Shindo disse que a OMS está se empenhando em compreender quais são os fatores de risco para uma séria irrupção de gripe

H1N1.

"Embora o exato papel da obesidade seja pouco compreendido no momento, a obesidade, e especialmente a obesidade mórbida, foi amplamente constatada em um grande número de casos severos e fatais", disse Shindo. "A obesidade não havia sido reconhecida como um fator de risco em epidemias passadas ou gripes sazonais."

(Reportagem adicional de Julie Steenhuysen, em Chicago)

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