Hopi Hari ficará fechado por mais dez dias

O parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), ficará fechado por mais dez dias, a contar de hoje, para a conclusão de vistoria iniciada no dia 5. O complexo de diversões já estava fechado, após assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no dia 1º. O Ministério Público e a direção do parque decidiram fechar os portões para a inspeção de 14 brinquedos.

TATIANA FAVARO, Agência Estado

12 Março 2012 | 20h23

A adolescente de 14 anos Gabriella Nichimura morreu ao cair do brinquedo La Tour Eiffel, no dia 24. A cadeira onde ela sentou estava desativada. "Não há nada de mais. O parque continua fechado para terminar a perícia", disse o advogado do Hopi Hari, Alberto Toron. O parque disse que os visitantes podem obter esclarecimentos pelo e-mail fale@hopihari.com.br ou pelo telefone 0300-789-5566.

O TAC prevê que uma equipe composta por representantes do Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea), bombeiros, Delegacia Regional do Trabalho e Ministério do Trabalho vistorie as atrações consideradas de maior risco, entre as quais Montanha-Russa, Vurang e Ekatomb. Até sexta-feira, dez brinquedos tinham sido inspecionados, entre eles, a montanha-russa.

O brinquedo La Tour Eiffel, do qual caiu Gabriella, já passou por três inspeções da perícia. O elevador da atração tem 69,5 metros de altura. Conjuntos de cadeiras caem do alto dele a uma velocidade de até 94 km/h. Segundo a polícia, Gabriella despencou de uma altura entre 20 e 30 metros. A Polícia Civil descobriu que a adolescente usou uma cadeira inoperante há dez anos, que deveria estar interditada.

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