Indústria faz consumo de energia cair 2,7% em janeiro, diz ONS

O consumo de energia do Sistema Integrado Nacional (SIN) em janeiro teve queda de 2,7 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo o freio na produção industrial brasileira diante da queda da demanda mundial, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema divulgados nesta sexta-feira. Comparado a dezembro, no entanto, a carga despachada pelo operador para o SIN cresceu 1 por cento. No acumulado dos últimos doze meses, o índice também mantém alta, de 2,3 por cento. "Os segmentos industriais de siderurgia, ferroligas, produtos químicos e as montadoras de veículos são alguns dos que têm efetuado reduções de demanda de energia junto às empresas do setor elétrico", explicou o ONS em nota. O operador destacou que houve maior intensidade de redução na demanda principalmente dos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, que juntos representam cerca de 73 por cento do consumo industrial total do sistema elétrico brasileiro. O subsistema Sul teve a maior queda de consumo, de 3,9 por cento contra janeiro de 2008, motivada pela redução do ritmo de produção industrial, com destaque para a cadeia automobilística. Em relação ao mês anterior, houve ligeira alta de 0,2 por cento. O subsitema Sudeste/Centro-Oeste recebeu uma carga de energia 3,3 por cento menor do que há um ano, mas subiu 2,2 por cento em relação a dezembro, informou o ONS "O desempenho da atividade econômica da região tem sido muito afetado pela crise internacional, levando setores de grande representatividade da indústria a continuarem, durante o mês de janeiro, com medidas preventivas de redução de produção, paralisações temporárias e antecipação de férias coletivas", informou o ONS. O subsistema Nordeste, cuja indústria é bastante voltada à exportação, caiu 1,8 por cento em relação a janeiro do ano passado e 1,4 por cento contra dezembro. Somente a região Norte conseguiu se manter positiva em relação há um ano no consumo de energia, uma alta de 2,9 por cento, o que foi justificado pelo operador como resultado da redução temporária de geração da parte de um autoprodutor de energia até meados de janeiro. Mesmo assim, a região apresentou queda de 1,7 por cento em relação a dezembro. "Com uma expressiva participação na carga desse subsistema, os consumidores eletrointensivos que têm grande parte da sua produção direcionada ao atendimento do mercado externo, ainda mantiveram o desempenho positivo observado nos últimos meses", explicou. (Por Denise Luna)

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