Justiça deve receber denúncia nesta semana

Segundo procurador, não há dúvida quanto ao envolvimento de 4 pessoas

Carolina Stanisci e Fábio Mazzitelli, O Estadao de S.Paulo

03 Dezembro 2009 | 00h00

Quatro dos cinco envolvidos no vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem ser denunciados nesta semana à Justiça pelos crimes de peculato (apropriar-se de bem como funcionário público e desviá-lo em proveito próprio) e violação de sigilo funcional. São eles: Felipe Pradella, de 32 anos, e Gregory Camillo Oliveira Craid, de 26 anos, que tentaram vender a prova ao Estado, além de Filipe Ribeiro Barbosa, de 21 anos, e Marcelo Sena Freitas, de 20 anos, que trabalhavam na gráfica. As penas máximas somadas dos crimes chegam a 14 anos de prisão.

A informação foi dada ontem pelo procurador da República Kleber Marcel Uemura, um dos responsáveis por analisar as conclusões do inquérito relatado no mês passado pela PF. Não há dúvidas de que os quatro participaram do desvio das provas na gráfica e tentaram tirar proveito do vazamento, pedindo dinheiro em troca delas, explica o procurador.

A fraude foi revelada em 1º de outubro pelo Estado, que avisou o Ministério da Educação após ser procurado por Pradella e Craid. Eles pediam R$ 500 mil pelas provas. O Estado não compra informações. O exame foi cancelado e ocorrerá neste fim de semana.

Segundo o procurador, faltam definir a existência do crime de extorsão, do qual Pradella foi acusado porque teria ameaçado a repórter do Estado, e a participação de Luciano Rodrigues, que teria feito contatos com jornalistas. A reportagem tentou localizar os suspeitos ou seus advogados ontem, mas nenhum deles retornou.

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