Lobão diz que entrega novo marco do petróleo a Lula até 4a

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, prevê entregar a proposta para o novo marco regulatório do pré-sal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre segunda e quarta-feiras da próxima semana, após vários adiamentos reconhecidos pelo próprio ministro.

REUTERS

31 Julho 2009 | 13h44

"Estamos fazendo uma reunião hoje...Segunda ou quarta é a nossa previsão, que já furou várias vezes", disse a jornalistas ao sair de um encontro com o presidente da Nigéria.

Na reunião, segundo o ministro, Umaru Yar'Adua teria afirmado que o governo nigeriano está disposto a conceder blocos à Petrobras sem a necessidade de leilões para aumentar sua presença no país africano.

"É desejo do governo da Nigéria que a Petrobras tenha uma participação bem mais intensa na exploração de petróleo e gás naquele país", afirmou Lobão sobre o país onde são frequentes conflitos internos.

A Petrobras produz cerca de 45 mil barris de óleo equivalente diários na Nigéria, produção iniciada no ano passado.

A estatal brasileira também será privilegiada no novo marco regulatório do petróleo, confirmou Lobão.

"Vão ter dois tipos de participação da Petrobras, ela pode receber o bloco exploratório diretamente ou seja, ficar com 100 por cento. Ela pode também participar das licitações ganhando ou perdendo, e em qualquer hipótese ela será a operadora, com uma participação mínima. Isso constará dos editais", disse o ministro, ressaltando que a proposta final ainda não foi fechada.

Lobão confirmou também a criação de dois fundos de investimentos com os volumosos recursos que virão do pré-sal, região que se estende nas águas profundas da costa brasileira entre o Espírito Santo e Santa Catarina e que pode conter bilhões de barris de petróleo.

"Todos os países que criaram um fundo dessa natureza depositaram os recursos do fundo no exterior, para que não haja solavancos econômicos internos", explicou.

"Se for consagrado o preceito da criação do fundo, esse fundo ficará realmente no exterior", explicou.

O outro fundo será social e ficará depositado no Brasil, informou.

(Por Fernando Exman; Texto de Denise Luna)

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