Lula teme prejuízos nas exportações com desmatamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se preocupado com possíveis efeitos sobre as exportações do Brasil, do aumento do desmatamento da Amazônia em 2007, constatado por técnicos do governo e discutido hoje em reunião em Brasília. Segundo ele, derrubar árvores na região para plantar soja ou criar gado é desnecessário e um crime contra a economia brasileira, que poderia sofrer questionamentos internacionais devido a problemas ambientais e perder competitividade. Como de costume, porém, assumiu tom otimista, ao declarar ter certeza de que, no fim do ano, será constatado que, pela terceira vez consecutiva, terá havido redução na área desmatada nos Estados daquela área."Não é necessário derrubar uma única árvore para plantar um pé de soja, não é necessário derrubar uma única árvore para criar uma cabeça de gado", afirmou, ao chegar ao Hotel Glória, no Rio de Janeiro, para descansar antes de um jantar no apartamento do presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, em Ipanema, na zona sul carioca. "Se alguém está fazendo isso, de forma equivocada e errada, estará praticando um crime, de ilegalidade e sobretudo um crime contra a economia brasileira."Para ele, quando o mundo percebe que há desmatamento na Amazônia para produzir soja, cana ou gado, o Brasil, que é competitivo nos mercados internacionais, sofrerá concorrência muito mais séria. "Eu designei uma equipe de ministros que na próxima semana vão in loco visitar os locais, vamos saber quem são os proprietários, vamos saber quem são os responsáveis, e aí sim vamos tomar as medidas que temos que tomar", prometeu.

WILSON TOSTA, Agencia Estado

24 de janeiro de 2008 | 21h52

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