Mau tempo isola moradores e turistas de Ilhabela, em SP

Os cerca de 30 mil moradores de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, além dos milhares de turistas que passam as férias escolares no arquipélago, estão totalmente isolados do continente desde às 11h30 de quinta-feira, 25. As rajadas de ventos, que atingem cerca de 70km/h e as fortes correntezas provocaram a interrupção da travessia feita por balsas.

REGINALDO PUPO, Agência Estado

26 de julho de 2013 | 10h21

No meio da madrugada desta sexta, 26, o flutuante - estrutura de ferro onde as balsas são atracadas para embarque e desembarque - afundou. A constatação foi feita por funcionários da Dersa, responsável pela operacionalização do sistema de travessias, por volta das 5h.

Moradores de Ilhabela que estavam em São Sebastião ficaram toda a noite de quinta-feira sob chuva e frio nas instalações de embarque. Durante a madrugada, grande parte dos usuários foi levada por ônibus disponibilizados pela prefeitura para o Teatro Municipal, onde estão abrigados.

Até às 6h desta sexta, os motoristas que formavam dois quilômetros de fila no lado de São Sebastião não haviam sido avisados sobre o problema. Muitos deles tentaram se hospedar em hotéis e pousadas, mas todos estavam lotados na região central. As prefeituras dos dois municípios forneceram lanches aos usuários que iriam atravessar a pé.

O prefeito de Ilhabela, Antonio Luiz Colucci (MD), foi um dos usuários que não conseguiu embarcar e continua na fila da balsa. Segundo ele, o problema teria sido evitado se a Dersa, concessionária responsável pela travessia, já tivesse implantado um sistema de atracação semelhante ao utilizado na travessia Santos-Guarujá, que dispensa o uso de flutuantes e permite que as balsas se "encaixem" na nova estrutura, como se fosse uma "gaveta". "Já temos verba para a implantação da nova estrutura de embarque e desembarque, mas até agora, o governo não liberou", queixou-se.

O empresário Marcos Cará, que reside em Ilhabela, relatou que está desde as 11h de quinta na fila da balsa. "Estamos passando muito frio aqui e ninguém passa nenhuma informação". Funcionários da Dersa afirmaram que irão tentar retirar a água do mar que invadiu o interior do flutuante na tentativa de recuperá-lo. A operação, porém, não tem previsão para começar, já que as condições do mar são desfavoráveis.

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