MEC estuda reter celular de candidato do Enem

Proposta foi anunciada na quarta-feira pelo ministro Fernando Haddad; também será oferecido durante prova tempo extra para checar erros de impressão

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2011 | 00h00

O Ministério da Educação (MEC) estuda, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), duas mudanças: oferecer um tempo exclusivo, antes da prova, para a verificação de possíveis erros de impressão e a retirada de celulares dos candidatos, também antes da aplicação do exame. Dessa forma, não será possível reclamar posteriormente nem manter o telefone consigo durante o Enem. As providências têm a intenção de tentar evitar problemas como os que ocorreram na edição do ano passado do exame.  

 

O ministro Fernando Haddad fez o anúncio ontem, em audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo. O MEC e a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo estão formatando um projeto para oferecer estágio nas escolas da rede estadual aos bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) que cursam licenciaturas.

A ideia é que os alunos não substituam os professores, mas sim atuem como uma espécie de assistente em programas da secretaria, como o Escola da Família - que oferece atividades nas escolas durante os fins de semana - e o Ler e Escrever, que conta com um segundo docente em sala de aula.

A proposta foi apresentada pelo secretário de Educação do Estado, Herman Voorwald, em março, a Haddad. "Acrescentei o desejo de estabelecermos um foco nas licenciaturas e oferecer a bolsa de iniciação à docência. Assim, o Estado ofereceria essa bolsa para os licenciandos do ProUni", afirmou o ministro. "Combinamos dois programas, um estadual e outro federal, que se reforçam mutuamente."

A afirmação foi feita ontem, após uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) (leia mais nesta página).

A secretaria afirma que a ideia existe, mas que a viabilidade técnica está em estudo. Os detalhes - como quais licenciaturas e quantas escolas seriam contempladas - ainda serão discutidos nas próximas semanas. Se for viável, o projeto deve ser implementado ainda neste ano.

Sobre as possíveis alterações no ProUni, o ministro afirmou que o MEC estuda, com o Ministério da Fazenda, mudar o programa sem precisar alterar a lei. O objetivo é sanar a dificuldade que a pasta tem para preencher as bolsas parciais, o que não ocorre com as integrais. No entanto, o ministro ainda não encara a extinção das bolsas parciais como uma ideia definitiva. "Ou isso ou outra solução engenhosa."

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