Moldado no forno

"Quando nasci, não fui para a incubadora. Me botaram direto num forno de cozinha", ri Silvio, de voz grossa e jeito bonachão. Hoje, ele é dono de uma das principais fábricas de equipamento de cozinha profissional, mas já foi ajudante em açougue, bancário e office-boy, sua primeira função na Berta.

O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2014 | 02h08

A empresa, fundada em 1932, era familiar e o primeiro funcionário da Berta foi o pai dele, Silvino Castelhano. Na época, era uma loja de fogões a lenha, carvão, querosene, óleo. Ainda não havia fogão a gás no Brasil (só depois da 2ª Guerra ele passou a chegar em cilindros da Itália). Mais tarde a Berta começaria a fabricar fogões.

Em 1975, Silvio, com 18 anos, depois de perder o pai, entrou na Berta como contínuo, foi faturista, operário, vendedor e nove anos depois, em 1984, virou sócio.

"Gostava de vender. O dono emprestou uma Kombi e no primeiro mês, vendi mais que os dois que já estavam lá", conta Silvio. Em 1996, ele comprou a parte que faltava da Berta e virou único dono, hoje ajudado pelos filhos.

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