Moradores viram vendedores ambulantes no Rock in Rio

Os problemas da semana passada (como falta de água, interdição de banheiros e excesso de rigidez na revista) não se repetiram nesta quinta-feira, 19, a primeira noite do segundo fim de semana do Rock in Rio, na zona oeste da capital fluminense, transcorreu sem problemas até por volta das 19 horas.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

19 de setembro de 2013 | 19h56

O comércio ambulante, especialmente concentrado em um acesso à favela da Vila Autódromo, a cerca de 500 metros da entrada principal da Cidade do Rock e onde o fundo musical permanente é funk, aumenta cada vez mais. O número de vendedores de bebidas e lanches aumentou, assim como a variedade de produtos oferecidos. A aposentada Fátima Souza, de 69 anos, permitia o uso de uma tomada para carregar celular por R$ 3 a hora. O preço incluía o carregador (dona Fátima tinha vários modelos disponíveis, compatíveis com a maioria dos aparelhos).

O uso de um banheiro saía por R$ 3, e uma cerveja não custava menos de R$ 4. Um casal vestido em trajes formais (ele com camisa e calça de linho, ela com saia longa) oferecia por R$ 20 cada exemplar de um livro que promete explicar a origem do Dia das Bruxas.

Devido ao tempo nublado, muitos ambulantes ofereciam capas de chuva, a R$ 5. "Aproveitem que, quando a chuva começar, o preço vai dobrar", alertava o vendedor Armando Pereira, de 35 anos. Até as 19 horas, no entanto, a chuva anunciada não havia começado.

Dentro da Cidade do Rock, a maioria do público desta quinta exibia roupas pretas, piercings, tatuagens e cabelos espetados. Quando os fogos de artifício anunciaram a primeira atração do palco principal, o show da banda Sepultura com os franceses do Tambores do Bronx, só havia espaço vazio a mais de 30 metros de distância dali. O estudante Maurício Brandão, de 20 anos, viajou de Belo Horizonte ao Rio para prestigiar sua banda favorita. "Sei todas as músicas do Metallica, ouço desde os 6, 7 anos" contou.

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