MP cobra providências contra ataques de macacos

Constantes ataques de macacos e quatis a residências de Palmital (SP) fizeram o Ministério Público (MP) cobrar providências da prefeitura. Os macacos-prego são os que causam mais estragos. Eles comem e levam todos os alimentos que encontram pela frente. Casas já foram destelhadas pelos bichos, que saem da mata.

AE, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 18h40

Chamada na Promotoria, a prefeitura assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a resolver a questão. Para isso, contratou os serviços da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, que conta com um departamento especializado nesse tipo de bicho.

De acordo com o professor e pesquisador Carlos Roberto Teixeira, que ficou à frente do projeto a ser desenvolvido, primeiro a prefeitura comprometeu-se a oferecer local e alimentação adequada aos animais. Eles serão tratados no Horto Municipal, onde deveriam ficar, com uma ração apropriada. Os moradores também serão orientados a não dar comida.

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Teixeira afirmou que foram muitas dificuldades registradas na cidade. Uma delas na casa da cabeleireira Marilda Silveira, que foi quase toda destelhada pelos macacos, no bairro Afonso Negrão. A residência vizinha viveu situação parecida e os prejuízos também foram grandes. O professor e pesquisador afirmou que isso acontece porque os animais arrancam as telhas à procura de ninhos de pássaros e de lagartixas para se alimentar. Teixeira disse que será preciso levantar a quantidade de animais no município, que são muitos, e se não possuem alguma doença. Para isso, foi requisitada autorização à Secretaria Estadual do Meio Ambiente para que possam ser apreendidos e examinados.

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