Mulher de coronel morto em SP critica as investigações

Frases soltas e pontuais ditas pelo coronel José Hermínio Rodrigues no ano passado, quando assumiu o comando da Polícia Militar na zona norte de São Paulo, só agora começam a fazer sentido para Ângela Bruno, de 43 anos, que viveu durante 12 anos com o coronel assassinado a tiros em 16 de janeiro. Ela acredita que Hermínio possa ter sido executado porque investigava soldados do 18º Batalhão, suspeitos de formar um grupo de extermínio, mas critica omissões nas investigações. Para Ângela não está havendo uma investigação para descobrir, por exemplo, a ligação entre os PMs bandidos e a máfia dos caça-níqueis. As suspeitas dela estão relacionadas a localização de uma suposta lista de propinas pagas a 84 distritos policiais da capital pela máfia dos caça-níqueis. A lista estava no carro do advogado Jamil Chokr, que sofreu um acidente em maio, quando escapava de um assaltante numa motocicleta. ?Os policiais encontram os envelopes, comunicaram e ele (Hermínio) seguiu o caso e fez o acompanhamento. Eu acho que essa é uma hipótese importante, porque os planos de alguém foram estragados.?Assistente social, pedagoga e aluna do 5º ano de Direito, Ângela deu, na semana seguinte ao assassinato, mais de dez depoimentos à Corregedoria da PM e ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela mantém a crítica a omissões nas investigações mesmo depois do exame de balística segundo o qual a arma usada para matar o coronel foi a mesma utilizada numa chacina, em junho. A chacina já tinha sido atribuída a policiais do 18º Batalhão, apontando a ligação entre os dois crimes.Em 2007, Ângela esteve três vezes na sala de Hermínio, na sede do 3º Comando. Viu uma listagem no computador, com nomes grifados em vermelho e em amarelo, de PMs que receberiam punições. Ela não quis se ater a nomes nem o coronel deu detalhes a respeito. ?Ele dizia: ?Isso é coisa pesada?, ?coisa de peixe grande?. Se o assassino não tivesse uma certa cobertura, não teria feito uma ação como essa da forma que foi feita, de manhã, em um local onde passam muitas viaturas?, diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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