Mulher de morto é impedida de entrar em igreja no RJ

A mulher do agente da Defesa Civil Paulo Roberto Filgueiras, de 37 anos, que morreu durante o resgate de vítimas da enchente em Petrópolis, na região serrana do Rio, fez um desabafo na tarde desta segunda-feira, ao ser impedida de passar por uma entrada lateral da Catedral Metropolitana, onde será celebrada a missa de sétimo dia das 33 vítimas da tragédia.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

25 de março de 2013 | 18h50

Acompanhada pelo cunhado, Fábio, que usa cadeira de rodas, e a sogra, Edna, Jennifer Filgueiras tentou seguir por um caminho mais fácil, mas foi impedida por seguranças da Presidência da República. "Há um desrespeito total. Nós estamos de luto e somos barradas para entrar. O que é isso? O luto das famílias não interessa. Petrópolis caiu e o interessante é receber a presidente. E a família tem que fazer um escândalo para conseguir entrar na missa", desabafou Jennifer na porta lateral da igreja.

Ela contou que estava perto de Paulo Roberto quando ele foi soterrado por um deslizamento, que derrubou um muro sobre o agente. "Ele morreu salvando pessoas e esqueceu de salvar a própria vida", lamentou. Jennifer disse que pretende continuar o trabalho do marido à frente da ONG Anjos da Serra, fundada há cinco anos.

Marcada para as 17 horas, a missa só começou às 18h30, depois da chegada da presidente Dilma Rousseff.

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