Noiva de Bruno diz que foi ameaçada por advogado

Em depoimento à juíza Elizabeth Louro, no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a noiva do goleiro Bruno Fernandes de Souza, a dentista Ingrid Oliveira, disse hoje que foi ameaçada pelo advogado do atleta, Ércio Quaresma, depois de ter orientado o noivo a trocar de defensor. Ingrid confirmou ainda que gravou uma conversa com Quaresma em que ele dizia "eu não sou advogado do diabo, eu sou o próprio diabo" e "se não apareceu o cadáver, se é que existe cadáver, é graças a mim".

TALITA FIGUEIREDO, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 20h34

Ingrid e outras cinco testemunhas no processo foram ouvidas hoje atendendo a uma carta precatória da Justiça mineira. Bruno foi denunciado pelo sequestro e já considerada morte de Eliza Samudio - o corpo não foi encontrado -, mãe de seu filho.

Segundo o TJ, como Quaresma não compareceu nem apresentou justificativa para a ausência, a juíza nomeou duas defensoras públicas, Bernadette Espírito Santo e Adriane Gregory, para participarem da audiência e fazerem as perguntas às testemunhas. A carta precatória, agora, será devolvida à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, de Contagem (MG), para ser juntada ao processo original.

Outra testemunha ouvida foi Milena Fontana, que afirmou já ter assistido agressões do goleiro contra sua amiga Eliza. Também foram ouvidos o locatário do apartamento que Eliza alugou para morar com o filho, no Rio, um vigilante e um porteiro do condomínio onde Bruno morava e o delegado Felipe Ettore, que colheu o depoimento de um adolescente primo do goleiro sobre o sequestro e morte de Eliza, em Minas Gerais.

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