Norte-coreano atravessa campo minado e caminha até Coreia do Sul

Um homem norte-coreano atravessou andando o campo minado da fronteira e foi para a Coreia do Sul, mas poucos de seu país saberão de sua deserção, em meio às comemorações do aniversário de Kim Jong-il.

JACK KIM, REUTERS

16 de fevereiro de 2011 | 15h39

Militares e funcionários da agência de espionagem não souberam explicar como o homem conseguiu caminhar pelo campo minado de 4 quilômetros de extensão e passar pelos guardas norte-coreanos.

Ele estava sendo interrogado pelas autoridades depois de ser levado por guardas da Coreia do Sul na noite de terça-feira, informou uma autoridade.

A fronteira da Zona Desmilitarizada que divide a península da Coreia desde o fim do conflito de 1950-1953 raramente é atravessada, com a exceção de dois corredores liberados para a passagem de autoridades e de civis depois que os laços se estreitaram no começo de 2000.

Centenas de norte-coreanos fogem do país empobrecido todos os anos pela fronteira com a China, no norte, e a maioria deles vão para a Coreia do Sul. Mais de 20 mil encontraram refúgio na rica vizinha capitalista.

Boa parte deles cita a crise econômica e a perseguição política como os principais motivos para abandonar o país.

Na quarta-feira, os norte-coreanos celebraram o maior feriado do país para marcar o 69o aniversário de Kim Jong-il, o líder recluso que tenta abrir o caminho para a terceira geração da família no governo.

O filho mais novo de Kim, Jong-un, que tem quase 30 anos, poderá suceder o pai. No ano passado, ele foi nomeado para ocupar cargos políticos e militares importantes.

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