ONG diz que satélite não detecta mais poluição

A ONG americana SkyTruth, que usa imagens de satélites para monitorar acidentes ambientais, divulgou ontem novas análises sobre a região afetada pelo vazamento de óleo no Campo de Frade, na costa fluminense.

ALEXANDRE RODRIGUES / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2011 | 03h02

Segundo a ONG, novas imagens cedidas pela Agência Espacial Europeia tiradas durante a manhã não mostram mais sinais da mancha de óleo provocada pelo acidente da Chevron que havia sido detectada em imagens da Nasa no último dia 12.

Mas a equipe liderada pelo geólogo John Amos ressalta que a ocorrência de fortes ventos na região pode "subestimar" a visualização de uma camada de óleo tão fina quanto a provocada pelo vazamento por causa da alta ondulação do mar. Mesmo assim, a análise das imagens confirmam as estimativas de redução da mancha da Chevron e da Agência Nacional de Petróleo.

"Assim, é possível que manchas de óleo muito finas continuem nessa área, mas é um alento não vermos sinais de acúmulo de óleo", avaliou a SkyTruth. "Estamos cautelosamente otimistas sobre o controle do vazamento. Esperamos por mais imagens de satélite nos próximos dias, sob condições de vento mais moderadas."

A SkyTruth sugeriu na semana passada que o vazamento na Bacia de Campos era maior que o estimado inicialmente pela Chevron. A ONG também foi a primeira a alertar sobre a gravidade do acidente no Golfo do México, em 2010.

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