Padilha: vagas pedidas no Mais Médicos serão ocupadas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, que até março as 12 mil vagas requisitadas pelas prefeituras no Programa Mais Médicos estarão preenchidas. A meta antecipa em um mês o cronograma apresentado semana passada pela presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, Dilma havia dito que profissionais chegariam em abril.

LÍGIA FROMENTI, Agência Estado

18 Outubro 2013 | 19h21

Padilha não deu detalhes sobre como será feito o recrutamento de tantos médicos em um período tão curto de tempo. Um convênio foi firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para a contratação de 4 mil médicos até dezembro. Do total, 2.400 já chegaram ao País. As demais vagas deverão ser preenchidas por editais de chamamento e por novos convênios.

Ele avalia que o programa ganhará maior agilidade nas próximas semanas, quando o Ministério da Saúde passar a conceder a autorização para profissionais formados no exterior. "Está tudo pronto para fazermos o registro", disse. A presidente deverá sancionar o projeto de conversão da Medida Provisória (MP) do Mais Médicos na terça-feira, 22.

O texto atribui ao ministério a responsabilidade para concessão da autorização, até então emitida pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). De acordo com a pasta, 196 profissionais formados no exterior ainda não receberam a autorização dos conselhos. "A situação será regularizada semana que vem", disse. A expectativa é a de que todos os profissionais estrangeiros, mesmo aqueles que já receberam autorização dos conselhos regionais, ganhem o registro feito pela Saúde.

Jaleco

Era para ser um ato comemorativo do Mais Médicos. Vestindo jaleco branco com os dizeres "Dr. Alexandre Padilha" bordados em azul, o ministro da Saúde resolveu nesta sexta-feira aceitar o convite de uma médica de Samambaia, cidade-satélite do Distrito Federal, e visitar, de surpresa, uma moradora da região.

Acompanhado da equipe, passou pelo barro, pelo esgoto que escoava na frente do terreno, e entrou animado na casa da paciente para assistir a consulta da profissional, recrutada no programa lançado em julho pelo governo. Mal o grupo entrou, revoltada com a visita inesperada e com a presença de jornalistas, que aguardavam a consulta do lado de fora da casa, a mulher saiu, sem economizar xingamentos.

"É uma invasão de privacidade", dizia. "O que eles querem aqui?", completava. Menos de dez minutos depois, o ministro saiu da casa e, tentando mostrar naturalidade, buscou a testa da moradora, para dar um beijo. Repetiu o gesto com a amiga da moradora, que levava uma criança no colo. "Não esqueça de vaciná-la", recomendou. Perguntado sobre a visita, o ministro silenciou. Entrou no carro e voltou para Brasília.

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