Para promotor, Isabella foi 'delicadamente' derrubada do prédio

Segundo Cembranelli, as provas indicam 'claramente' que a cena do crime foi adulterada, no Edifício London

Camila Tuchlinski, especial para Agência Estado

24 de abril de 2008 | 21h44

O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela investigação da morte de Isabella Nardoni, afirmou nesta quinta-feira, 24, que a menina foi "delicadamente" derrubada do sexto andar do prédio em que mora o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. Isso, na opinião de Cembranelli, refuta a versão apresentada pelo casal.   VEJA TAMBÉM Aeronáutica não fechará espaço aéreo para reconstituição Polícia também investiga avô de menina Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella    "Se fosse um monstro, como dizem os indiciados, certamente não se preocuparia e arremessaria a menina de qualquer lugar e de qualquer jeito. Ela foi jogada do quarto dos irmãos, cuidadosamente introduzida no buraco da rede de proteção e delicadamente teve as mãos soltas", afirmou. Segundo o promotor, por conta do piso de granito, Isabella teria sofrido danos físicos ainda maiores se fosse arremessada da janela de seu quarto. Há um gramado abaixo da janela do quarto dos irmãos.   Cembranelli esteve reunido por cerca de três horas nesta tarde com a delegada-assistente do 9º Distrito Policial, Renata Pontes. Segundo o promotor, o encontro serviu para finalizar dados do inquérito policial, que será concluído após a reconstituição da morte da menina, marcada para domingo, 27.   O promotor voltou a dizer que provas indicam "claramente" que a cena do crime foi adulterada. "Tentou-se maquiar a versão verdadeira. Tentaram remover as manchas de sangue e até conseguiram remover algumas, mas os equipamentos de perícia modernos captaram a alteração", explicou, afirmando que essa remoção quase prejudicou a perícia.   O promotor afirmou que já vai começar a ler o inquérito policial e examinar os laudos, além de confirmar sua presença na reconstituição da morte de menina. Ele afirmou ainda que "não há dúvida" de que o sangue encontrado no carro do casal Alexandre e Anna Carolina era de Isabella. "A conclusão é clara. Só não vê quem não quer", disse.   Para Cembranelli, o prazo de 30 dias concedido por lei para a investigação policial será respeitado. Ele ainda explicou que já tem uma idéia do motivo do crime, contudo, não deu maiores esclarecimentos. "Isso será dito no momento oportuno", disse.

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