Planeta

Ritmo de descida do Rio Negro está em queda

, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

O ritmo da descida do Rio Negro diminuiu neste fim de semana - da média de 20 centímetros por dia, registrada nas últimas duas semanas, para cerca de 10 cm.

Ontem, o nível do rio estava em 17,08 metros, marca 3,44 metros acima da registrada na maior estiagem já observada, em outubro de 1963. Naquele ano, o nível ficou em 13,64 metros.

O Rio Solimões, no medidor do Serviço Geológico do Brasil em Tabatinga, a 1.105 quilômetros de Manaus, está com nível estabilizado há uma semana. No dia 9, o rio bateu o recorde da maior seca já registrada pelo órgão no Solimões: marcou 32 centímetros negativos, ante os 2 positivos do recorde de 2005. Desde o dia 15, porém, o nível voltou a subir e ontem marcou 76 centímetros.

Apesar da boa notícia, os municípios às margens do Solimões e seus afluentes continuam sofrendo com a seca. Segundo a Defesa Civil, nos 21 municípios que decretaram situação de emergência há 33 mil famílias isoladas por conta da estiagem.

A Defesa Civil do Estado apresentou um plano de ajuda na semana passada e anunciou a compra de medicamentos, alimentos e purificadores de água. Até agora nada foi entregue nos municípios e a justificativa, segundo a assessoria do órgão, é que o material está sendo adquirido.

FAUNA

Corrida pede apoio para conservação dos gorilas

Corredores fantasiados de gorilas participaram anteontem, em Londres, de uma corrida para angariar fundos para a The Gorilla Organization, entidade que patrocina projetos de conservação e educação ambiental na África, em regiões onde o animal está ameaçado.

CRIME AMBIENTAL

Queimada carboniza ninhos de aves em MS

Uma queimada para renovação de pasto no Pantanal de Mato Grosso do Sul carbonizou um número ainda não estimado de ninhos com filhotes de araras, papagaios, periquitos e maritacas, que, nesta época do ano, estão nos primeiros dias de vida. Também morreram queimados mamíferos, cobras e lagartos, conforme constataram ontem soldados da Polícia Militar Ambiental (PMA) em uma área de 2.240 hectares consumida pelo fogo.

A labareda que deveria queimar o capim seco de uma área limitada ficou sem controle na Fazenda Boa Vista, situada no município de Rio Negro, e alcançou outras propriedades rurais, que são denominadas Califórnia, Santa Luzia, Córrego Garimpo e Monte Verde. A maior destruição da fauna e da flora aconteceu em áreas de preservação permanente.

O proprietário da fazenda, Joel Alcântara Mattos, recebeu multa de R$ 2 milhões. Segundo a PMA, é a maior multa aplicada a uma única ocorrência do gênero pelo Estado até agora. /JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, e LIÈGE ALBUQUERQUE, com AGÊNCIAS

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