Policiais são suspeitos de ataques a caixas no interior

A cúpula da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo investiga possível participação de policiais em quadrilhas especializadas no ataque a caixas eletrônicos no interior do Estado. Depois do assalto a três agências bancárias de Conchas, na sexta-feira (28), que resultou no assassinato do cabo da Polícia Militar Antonio Vieira Machado Neto, de 45 anos, atingido por um tiro de fuzil disparado pelos bandidos contra a base da PM, a ordem é fechar o cerco contra as quadrilhas. Só este ano, agências bancárias foram atacadas com explosivos em pelo menos trinta pequenas cidades do interior. Na madrugada de sábado (29), caixas de uma agência foram explodidos em Alambari, região de Sorocaba.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

30 de junho de 2013 | 18h00

Em grande parte das ações, os bandidos desviaram a atenção da polícia notificando falsos crimes ou fizeram ataques diretos às bases do policiamento. O serviço de inteligência da PM identificou indícios da participação de policiais nos grupos, já que em muitos casos os criminosos tinham informações privilegiadas sobre número de viaturas, efetivo de policiais e até o melhor momento para a ação. O emprego de coletes à prova de balas, fuzis trazidos do Paraguai, pistolas e munição de uso restrito aumentaram as suspeitas.

Imagens gravadas durante os assaltos também mostram que a postura dos bandidos durante a ação é muito semelhante à ensinada aos policiais nos treinamentos para confrontos. Em março deste ano, a Polícia Civil descobriu a participação de pelo menos um policial militar em ataques a caixas eletrônicos em Iperó e Boituva. O soldado Elton Ferreira do Nascimento, de 39 anos, havia oito na corporação, foi preso logo após os ataques, numa ação conjunta da PM e Polícia Civil. Foi apurado que ele não participava diretamente das ações, mas fornecia informações e instruções aos bandidos, inclusive sobre como conseguir armamento.

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