Prefeito de Bogotá critica internação compulsória

No dia em que o governo estadual iniciou o programa de incentivo à internação compulsória, o prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, criticou a medida. "O pior que pode acontecer é se tirar a liberdade do consumidor (de drogas)", avaliou o prefeito, que participou Nesta segunda-feira de um debate promovido pelo Instituto Lula sobre desenvolvimento e integração da América Latina.

DAIENE CARDOSO E GUSTAVO PORTO, Agência Estado

21 de janeiro de 2013 | 18h09

Petro revelou que a prefeitura de Bogotá estuda implementar uma medida de tratamento dos dependentes químicos através da oferta controlada de drogas promovendo, assim, a redução do consumo e por fim o tratamento do usuário. De acordo com ele, a ideia é criar centros regulados de consumo, programa que já existe em 65 países do mundo, com o acompanhamento de médicos. "É muito mais eficaz do que a legalização das drogas", acredita.

Nesta manhã, Petro se encontrou com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, onde discutiram temas comuns entre as duas cidades, como mobilidade urbana, tarifa de ônibus, reciclagem de lixo e segurança pública. Segundo o prefeito colombiano, em junho a cidade de Bogotá deverá ser a sede de um encontro entre os prefeitos das principais cidades da América Latina.

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