Rebeldes do Sudão do Sul chegam a Adis Abeba para negociar cessar-fogo

Rebeldes do Sudão do Sul chegaram à capital da Etiópia, Adis Abeba, nesta quarta-feira, para discutir detalhes de um cessar-fogo que pode dar fim a mais de duas semanas de uma carnificina que ameaçou mergulhar o mais novo país do mundo numa guerra civil.

Reuters

01 de janeiro de 2014 | 17h32

A enviada das Nações Unidas para o Sudão do Sul, Hilde Johnson, disse que negociadores do governo também estão a caminho, com os dois lados sob crescente pressão das potências regionais e ocidentais para que cheguem a um acordo.

A Casa Branca disse que negará apoio --vital para um país do tamanho da França que ainda não tem quase nenhuma infraestrutura mais de dois anos após sua cisão-- a qualquer grupo que tome o poder à força.

Os dois lados concordaram, em princípio, com um cessar-fogo, mas nenhum indicou quando a luta vai parar e os mediadores estão preocupados com a possibilidade de que os combates em torno da cidade crítica de Bor inviabilizem as negociações antes mesmo de elas começarem.

O ministro de defesa do Sudão do Sul disse que as tropas do governo estão combatendo os rebeldes a 18 quilômetros ao sul de Bor, capital do estado de Jonglei, que tem reservas de petróleo inexploradas e foi local de um massacre étnico em 1991.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, declarou estado de emergência em dois estados nesta quarta-feira, afirmou o governo em sua conta oficial no Twitter.

"O presidente Kiir declarou estado de emergência para os estados de Unity e Jonglei", disse o comunicado na conta @RepSouthSudan do Twitter.

As duas regiões têm sido focos de combates que já mataram mais de mil pessoas.

(Por Carl Odera, Aaron Maasho e Richard Lough)

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