Reunião do clima já mostra impasse entre EUA e China

A primeira reunião do ano após o fracasso de Copenhague entre os quase 200 países que integram a Convenção do Clima das Nações Unidas já tem um impasse. Os maiores emissores atuais de gases de efeito estufa, os Estados Unidos e a China, não conseguem se entender em Bonn, na Alemanha. Os negociadores americanos defendem que um acordo global para frear as emissões dos gases que provocam o aumento da temperatura na Terra seja construído a partir do Acordo de Copenhague, que foi firmado em dezembro e recebeu a adesão de 111 países. A China, porém, considera que o tratado deve ser feito com base em outros textos. Há críticas pelo fato de o Acordo de Copenhague ter sido elaborado por poucos países. "Pequenos grupos informais foram reunidos e estão se proliferando (...), autosselecionados para produzirem um acordo por trás das costas dos outros", disse a delegada da Venezuela Claudia Salerno. A reunião em Bonn termina amanhã. A expectativa é que será difícil firmar um acordo global com valor jurídico neste ano, em Cancún (México).

Afra Balazina, Andrea Vialli e Fernanda Fava, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2010 | 00h00

PATRIMÔNIO EM PERIGO

Ilhas Galápagos têm situação avaliada

As ilhas Galápagos, no Equador, passam neste fim de semana por uma "vistoria". O ministro da Cultura, Juca Ferreira, está no local - como presidente do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco - para verificar se a situação do arquipélago melhorou. Em 2007, ele passou a fazer parte da lista de patrimônios mundiais em perigo. Galápagos enfrenta degradação ambiental causada pelo turismo e pela imigração.

EMPRESAS EM AÇÃO

WWF lança programa em defesa do clima

A ONG WWF-Brasil lançou ontem, em São Paulo, o programa Defensores do Clima. A iniciativa reúne 22 empresas no mundo todo que aceitaram reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa. A empresa de cosméticos Natura é a primeira brasileira a fazer parte da rede, com uma meta de redução de 10% das emissões de suas operações até 2012, em relação a 2008. Juntas, as 22 companhias vão deixar de lançar na atmosfera 14 milhões de toneladas por ano, o equivalente às emissões anuais do município de São Paulo. "Nossa estratégia no Brasil é chamar a atenção de setores como agrícola, petroquímica, papel e celulose", afirma Carlos Scaramuzza, do WWF-Brasil.

ACIDENTE AMBIENTAL

Óleo começa a ser

removido de corais

Começaram ontem os trabalhos para remover o óleo combustível que vazou de um cargueiro chinês que encalhou próximo da Grande Barreira de Corais, na costa australiana. O vazamento, no domingo, sujou o mar com uma mancha de óleo que se estendeu por quatro quilômetros.

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