Roubos aumentam em bairros da região central de SP

Três distritos policiais das regiões centrais de São Paulo - Santa Ifigênia (3.º DP), Sé (1.º DP) e Consolação (4.º DP) - ficaram entre os primeiros do ranking dos locais da cidade com mais casos de roubo nos primeiros cinco meses do ano. No mesmo período do ano passado, havia somente um (o da Sé) entre os dez primeiros.

BRUNO PAES MANSO, Agência Estado

27 Junho 2013 | 08h40

Um dos principais centros comerciais da cidade, a Santa Ifigênia, onde à noite se concentram parte dos consumidores de crack, ficou no segundo lugar do ranking de roubos, com 1.366 casos nos primeiros cinco meses deste ano, 36% acima do mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). Sé, terceiro lugar, e Consolação, 6.º lugar, também cresceram, respectivamente, 7,2% e 67,4%.

O vereador Álvaro Batista Camil (PSD), que foi comandante-geral da Polícia Militar antes de ser eleito, afirma que a redução de homens na Operação Delegada pode ser uma das causas do aumento do crime no centro. "Ela ajudava principalmente a evitar furtos e pequenos roubos. A redução de homens e a transferência de parte do contingente para a noite podem estimular a criminalidade."

As periferias de São Paulo, de qualquer maneira, continuam liderando os rankings de crimes violentos, tantos os contra a pessoa como contra o patrimônio. De janeiro a maio, Capão Redondo (47.º DP) foi o local onde ocorreu mais roubos. Outros cinco distritos do ranking dos dez mais violentos ficam fora do centro expandido. Os roubos de carro também estão concentrados na periferia, principalmente na zona leste: é o caso de São Mateus, Itaim Paulista e Parque São Rafael.

No caso dos homicídios, a liderança se concentra nos bairros da periferia sul. Os quatro mais violentos nos primeiros cinco meses do ano ficam nessa área da cidade: Parque Santo Antônio, Capão Redondo, Campo Limpo e Parelheiros. O diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Domingos Paulo Neto, diz que a situação começou a mudar com as reformas na polícia, que começaram em abril. "Delegados passaram a se concentrar na investigação. Os resultados já são positivos e mostram que a reforma está funcionando."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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