Segundo dia do Enem tem lei seca e mais desclassificados

O Ministério da Educação (MEC) identificou novos casos de candidatos do Enem que postaram fotos de dentro dos locais de prova. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o número de alunos eliminados neste domingo, 27, será divulgado durante a coletiva do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, prevista para começar às 19 horas. No sábado, 26, primeiro dia de exame, 24 inscritos foram desclassificados pelo MEC.

AE, Agência Estado

27 Outubro 2013 | 18h00

Neste segundo dia de provas, na elaboração das questões havia música e poemas, segundo estudantes ouvidos pelo Estadão.com. A aluna do segundo ano do ensino médio Bianca Avance, de 16 anos, fez o exame como treineira e disse que além das músicas e poemas da parte de Português e Literatura, as questões de Matemática abordavam prisma e funções. "No ano que vem vou fazer para valer e tentarei Medicina. Por isso achei que valia testar neste ano".

Na prova de matemática, o que chamou a atenção da universitária Camila da Costa Santana, de 22 anos, foram as matrizes, na de Inglês, a necessidade de leitura e interpretação e, na de Literatura, a interpretação de poemas, textos de livros e de uma carta de Pero Vaz de Caminha. Já em Português, o tema predominante foi gramática. Camila fez o exame para tentar um desconto no curso de Direito que faz na Faculdade São Judas. "Acho que não vou conseguir. Estudei, mas agora vejo que foi pouco. Essa foi a primeira vez que fiz o Enem, não achei que fosse tão pesado", afirmou.

Camila também ressaltou a redação, que para ela foi monótona. "Era chato e pedia muita descrição", diz, referindo-se ao tema Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil. Já Bianca gostou, pois considerou o assunto fácil. "Eu esperava algo mais complicado".

Surpresa

Muitos dos participantes do Enem foram surpreendidos pelo assunto abordado na redação. É o caso dos estudantes de Campinas, que esperavam que as manifestações de junho fossem abordadas. "Deveria ser um tema mais polêmico, atual. Vimos e ouvimos sobre as manifestações quase 24 horas por dia nos últimos meses", disse a estudante Larissa Barbari, de 18, que prestou o seu primeiro Enem.

As manifestações também eram a aposta de Lucas Gabriel, de 17 anos, que quer fazer faculdade de Administração em Campinas. Ele disse que acompanhou o noticiário nos últimos meses e esperava que a redação abordasse as manifestações ou o programa do governo federal Mais Médicos. "O tema lei seca é interessante, mas não para o momento que estamos vivendo", diz.

Na escola em que a estudante Mariana Haydar, de 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio, a Lei Seca nem foi mencionada como uma possibilidade de tema para a redação do Enem 2013. A abordagem pegou a jovem, que prestou o exame como treineira, de surpresa. "Mas gostei, achei fácil, assim como a prova de Inglês".

Tentando uma vaga para o curso de Moda, Mayara Novo, 19, considerou que o tema da redação foi completamente imprevisível. "Mas estava tudo muito bem explicado. Mesmo quem não conhecia a lei, o que é improvável, tinha como dissertar sobre o assunto", afirma a jovem. Para ela, o segundo dia de Enem foi mais tranquilo do que o primeiro. "Ontem faltou paciência até para ler os enunciados. As perguntas poderiam ser mais diretas", afirma. A reclamação da estudante é a falta de relógio na sala de aula.

Mayra Santana, de 17, buscando ser aprovada para o curso de Ciências Biológicas, achou a prova de inglês muito simples. "Mas Matemática estava bem complexa", afirma. Sobre a redação, o tema Lei Seca foi "muito fácil e interessante".

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