Seleção brasileira festeja Copa América sem esconder mágoas

O clima de desconfiança etensão que rondou a seleção brasileira durante a Copa Américadeu lugar à empolgação nesse domingo, mas sem deixar de lado amágoa dos jogadores e da comissão técnica pelas cobranças ecríticas que receberam ao longo do torneio. Em tom de desabafo, o técnico Dunga dedicou a conquista daCopa América de 2007 às crianças de países pobres e em guerraporque "são pessoas que tem pureza, amor e não tem inveja emaldade". O goleiro Doni e o volante Mineiro falaram em "faltade respeito". O armador Júlio Baptista viu no título uma"resposta a quem pensava que éramos um time medíocre". O esquema com três volantes do treinador brasileiro,estreante em competições oficiais, foi muito criticado durantea Copa América, apesar de também ser utilizado pela Argentina,equipe considerada favorita nas batida na final deste domingopor 3 x 0. Apesar das rusgas com os jornalistas nas entrevistas até avitória final, Dunga, que disputou seu primeiro campeonato nocomando da seleção pentacampeã mundial, preferiu minimizar osataques da imprensa e dos torcedores. "Essas críticas não me mobilizam. O Zagallo conquistoumuita coisa na seleção e até hoje é cobrado", afirmou. "Issonão quer dizer que agora a gente não tem de comemorar." Decisivo na semifinal contra o Uruguai, na qual pegou doispênaltis, Doni afirmou que apesar de ter faltado "um pouco derespeito por parte da crítica brasileira", a conquista da CopaAmérica é o momento mais feliz da sua vida. Triunfante, Mineiro disse que apesar da festa, os jogadoresficaram aborrecidos com o noticiário das últimas semanas. "Agente se fechou... vencemos a desconfiança de muitos", disse ojogador, que também viu desrespeito nas críticas à equipe e àcomissão técnica. MOTIVAÇÃO Não por acaso, Dunga usou as críticas e o favoritismoargentino em sua preleção para motivar os jogadores na final daCopa América. Segundo Doni, a exposição do treinador antes dadecisão foi diferente das anteriores. "Ele procurou estimular mais a gente na parte mental eacabou dando certo... Deixou o grupo nervoso para dar umaadrenalina aos jogadores", disse o goleiro à Reuters. O zagueiro Alex contou que o técnico usou uma dificuldadepessoal para incentivar a seleção brasileira, lembrando osacrifício que cada um estava fazendo para participar dotorneio na Venezuela. Durante a Copa, nasceu o terceiro filho do treinador e, aomesmo tempo, o pai dele permanecia internado num hospital nosul do país. "O Dunga (também) lembrou da origem humilde de cada jogadorpara mexer conosco", disse Alex.

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