Sobe para 42 número de mortos em incêndios na Grécia

Após pedido do governo para combater os mais de 170 focos, Comissão Européia anuncia envio de ajuda

Efe

25 de agosto de 2007 | 08h45

Pelo menos 42 pessoas morreram nas últimas 24 horas nos incêndios que atingiram florestas, plantações e povoados da península de Peloponeso, na Grécia.     As vítimas, entre elas crianças, foram surpreendidas pelas chamas, tanto em seus povoados como durante a fuga. Sem que ninguém esperasse, o fogo avançou em direção às regiões habitadas das zonas florestais e montanhosas as de Tayetos e Parnonos, no sudoeste de Peloponeso.     Mais de 30 focos de incêndio ainda eram registrados em várias partes da Grécia por volta do meio-dia (horário local) deste sábado. Entre os locais afetados, estão a ilha de Eubea, a cerca de 100 quilômetros de Atenas e onde vários povoados foram evacuados; Papagu, no monte Imitos, em Atenas, e onde os mosteiros locais também foram evacuados; e o monte Pendelis, na capital e que já tinha sido atingido na semana passada.       Segundo os meios de comunicação atenienses, o incêndio florestal no monte Imitos está a apenas 50 metros das primeiras casas de Jolargos e Papagu.     Também neste sábado, era possível ver aviões-cisterna e helicópteros sobrevoando a capital a caminho do litoral para se abastecerem de água.     Parte do monte Imitos fica localizada na zona leste da capital, por onde passa uma estrada periférica que há um mês foi criminosamente incendiada, segundo a Polícia.        Em uma entrevista coletiva, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Nikos Diamantis, declarou hoje que as rajadas de vento mudam continuamente a direção do fogo, dificultando o trabalho da corporação.     Ajuda   Na manhã deste sábado, cerca de 700 soldados foram enviados a Peloponeso para ajudar a conter o avanço das chamas, que ameaçam vários outros povoados.     Já a França cedeu mais dois aviões-cisterna além dos enviados na última sexta-feira, enquanto alguns civis ofereceram três helicópteros para ajudar no trabalho dos bombeiros.     O primeiro-ministro da Grécia, Costas Caramanlis, convocou uma reunião extraordinária com outros ministros para analisar a situação.   Além disso, todos os líderes dos partidos da oposição cancelaram seus compromissos eleitorais e se dirigiram para Peloponeso.      

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