Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Trump diz que China precisa fechar acordo comercial e que EUA serão grandes parceiros do México

O presidente americano afirmou que a China está ficando "absolutamente devastada", uma vez que empresas estão deixando o país asiático e "indo para outras partes"

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 11h30

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 10, que a China irá eventualmente fechar um acordo comercial com a Casa Branca porque "eles terão de fechar".

Em entrevista à emissora americana CNBC, Trump afirmou que a China está ficando "absolutamente devastada", uma vez que empresas estão deixando o país asiático e "indo para outras partes, incluindo os EUA".

Trump disse ainda que se o presidente da China, Xi Jinping, não for à reunião de líderes do G20 no Japão, no fim do mês, tarifas dos EUA entrarão em vigor sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses de imediato. Trump, no entanto, disse ter a expectativa de se encontrar com o líder chinês às margens do evento para discutir um pacto comercial entre os dois países.

Trump comentou também que Washington tentou buscar um acordo com o México sobre a crise migratória por meses, mas que as partes apenas chegaram a um consenso, anunciado na última sexta-feira, 7, depois que ele ameaçou tarifar todos os produtos mexicanos. Diante do acerto, a Casa Branca decidiu suspender as tarifas, que entrariam em vigor hoje.

Segundo Trump, o México tomou 30% das montadoras dos EUA e, se as tarifas tivessem sido aplicadas, essas companhias voltariam para o território americano. No entanto, agora que o acordo com os mexicanos foi fechado, os EUA serão um "grande parceiro" do vizinho do norte, afirmou o presidente.

Trump também voltou a criticar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) por ter elevado suas taxas de juros demasiadamente, o que, segundo ele, colocou a economia dos EUA "em desvantagem".

Por outro lado, Trump descreveu as tarifas adotadas pelos EUA como "uma coisa linda", que estão dando "tremenda vantagem para nós".

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