Universidade se diz vítima dos fraudadores

Os diplomas falsos descobertos em São Paulo mostram que os fraudadores têm recorrido com mais frequência a seis instituições. Duas foram incorporadas a outras universidades e uma delas, a São Marcos, quase encerrou as atividades e ainda passa por uma séria crise.

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

08 Março 2012 | 03h03

Os casos apurados não dão margem a concluir que haja conexão dentro das universidades para a manipulação desses falsos títulos. Até porque são as próprias instituições que certificam à secretaria a autenticidade dos papéis.

Os logotipos que mais aparecem nos títulos dos professores fraudadores de São Paulo são da Universidade Braz Cubas (UBC), de Mogi das Cruzes, e São Marcos. Na sequência aparecem Universidade de Guarulhos (UnG), Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Faculdade Marcelo Tupinambá (atual Faculdade Paulista de Artes - FAP) e Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras Professor José Augusto Vieira (atual Cesep), de Machado, em Minas - a única de fora do Estado de São Paulo.

A diretora Acadêmica da UBC, Niube Ruggero, afirmou, em nota, que "tem implantado sistemas para identificar, com facilidade, a ocorrência de diplomas expedidos na universidade". A instituição recebeu em 2011 cerca de 20 pedidos para verificar autenticidade. Desses, quatro eram falsos.

A reitora da São Marcos, Maria Aurélia Varella, disse que soube de casos recentes. "Somos vítimas desses fraudadores. Mas para nós é importante descobrir essas manobras com o nome da instituição." A reitora contou que recebeu anteontem pedido de confirmação vindo de um delegado de Mato Grosso. "Um homem que passou em concurso e apresentou um diploma duvidoso. Estamos apurando o caso."

A UnG disse que vai apurar os fatos que envolvem a instituição. Unasp e FAP informaram desconhecer informações sobre diplomas falsos. A Cesep afirmou que apurou só um caso, "sendo este (documento) grotescamente falsificado".

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