USP? Não, obrigado

Cresce número de aprovados que rejeita universidade; um dos destinos desses calouros são instituições privadas de ponta

Felipe Mortara, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2011 | 00h00

O sonho de estudar na USP leva milhares de jovens a mergulhar de cabeça nos estudos e até a passar anos em cursinhos. Mas quando viu seu nome entre os aprovados em Administração na Fuvest, o ex-aluno do Porto Seguro Guilherme Haguiara, de 18 anos, ficou apenas satisfeito. Já sabia desde a 2.ª fase da Fuvest que escolheria a FGV, mesmo com a mensalidade na faixa de R$ 2.500.

Existe um número crescente de jovens que, como Guilherme, resolve abrir mão daquela que é considerada a melhor universidade do País. Nas últimas sete edições da Fuvest, o número de desistências de convocados em primeira chamada subiu 6%, chegando a 16,35% do total de aprovados. Entre as possibilidades mencionadas por especialistas estão o aumento de vagas em universidades federais e a expansão de programas como o ProUni.

Guilherme garante que sua decisão foi bem pensada. "Procurei me informar e conforme fui conversando com ex-alunos e entendidos do assunto, tive a impressão de que a USP dá uma formação mais acadêmica, de pesquisa", diz. "Como meu objetivo é entrar no mercado, trabalhar no setor financeiro, percebi que a GV era mais compatível com essa meta."

Pedro Milani, de 17 anos, ex-aluno do Colégio Bandeirantes, abriu mão da vaga em Engenharia Mecânica na Poli ao saber que tinha sido aprovado no ITA, em São José dos Campos. "Não deixei de fazer Poli porque a USP é ruim, mas porque o ITA é muito bom." Apesar disso, Pedro está de saída do ITA. Soube, no fim de março, que foi aceito na Universidade Stanford. Muda para a Califórnia em setembro.

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