Volta de remédio em gôndola de farmácia é discutida

Depois de receber 71% de comentários desfavoráveis numa consulta pública, a proposta da volta dos medicamentos isentos de prescrição para as gôndolas das farmácias e drogarias foi discutida nesta quinta-feira numa audiência feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília. A sugestão de mudança, apresentada em abril, revoga uma regra criada pela própria agência e que está em vigor desde o início de 2010, obrigando o produto a ficar atrás do balcão.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 20h42

Dos 152 comentários registrados durante a consulta, a maioria foi contrária ao retorno do livre acesso aos remédios nos pontos de venda. Agora, com comentários da audiência e da consulta, o texto irá para revisão e para votação da diretoria colegiada. A revisão da agência sobre normas de venda de remédios foi feita com base num estudo feito pelo IMS Health, uma empresa privada que acompanha o comércio de produtos farmacêuticos. O levantamento indicava que, no período em que medicamentos de venda sem receita passaram a ficar atrás do balcão, atendentes das farmácias passaram a ter um papel mais relevante na decisão da compra feita pelo consumidor. Entre medicamentos de venda livre estão analgésicos.

A pesquisa também mostrou que a venda de embalagens com mais unidades teve aumento maior do que o comércio de pequenas embalagens. Antes das restrições que estão em vigor, remédios de venda livre ficavam ao alcance do consumidor. A Anvisa sustentava que os remédios, da maneira como ficavam expostos, poderiam ser confundidos com produtos livres de riscos. A restrição evitaria acidentes ou excessos. Tão logo foi anunciada, a medida foi alvo de pressão do setor produtivo. Embora a resolução tenha entrado em vigor no início de 2010, várias farmácias conseguiram na Justiça o direito de manter os remédios expostos em gôndolas. O grupo de trabalho diz não haver conclusões com relação ao impacto da restrição na redução dos casos de acidentes com remédios. Dados de 2011 não estavam fechados.

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