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Receitas
rês copos com sangria, líquido transparente e frutas coloridas, com  morangos decorando a borda. Os copos estão sobre uma superfície de madeira rústica, onde também está acomodada uma tábua com uma jarra e pedaços de laranja. Há folhas de hortelã em dois copos do drink e outras espalhadas na mesa e na tábua. Foto: Divulgação Hiu HotelFoto: Divulgação Hiu Hotel
CADERNO DE RECEITAS

Cinco receitas de sangria para festas com pouco álcool

Refrescante, fácil de preparar e com versões alcoólicas e sem álcool, a sangria surge como uma alternativa leve para a ceia de Natal, ideal para servir em jarra e compartilhar à mesa.

Por João Pedro Rangel
Por João Pedro Rangel
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

Em um Natal que insiste em pratos robustos, longas horas à mesa e temperaturas altas, a sangria aparece como uma alternativa simples, coletiva e mais leve para acompanhar a ceia.

Diluir o vinho com frutas, gelo e especiarias é mais do que um truque contemporâneo para reduzir o teor alcoólico. Trata-se de um gesto antigo: já na Roma Antiga, misturar vinho a água, frutas e aromas era uma forma de tornar a bebida mais estável, agradável e adequada ao consumo cotidiano.

A versão moderna, porém, ganha identidade própria na Península Ibérica, especialmente em Portugal e na Espanha, onde a sangria se consolida como bebida de convívio.

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“Mesmo a origem da sangria moderna não tem ligação com vinhos sofisticados no preparo”, afirma o Professor Elvis Campello, docente da área de Sala e Bar do Senac São Paulo. “Após a vinificação, era comum misturar o vinho às frutas disponíveis no pomar ou trocadas entre produtores vizinhos, prática que transformou o hábito em cultura. Essa tradição atravessou o Atlântico com os imigrantes europeus e encontrou terreno fértil em reuniões familiares e celebrações coletivas aqui no Brasil.”

Na hora de preparar, a lógica segue sendo a do equilíbrio. Frutas frescas e da estação são indispensáveis e o vinho precisa continuar sendo protagonista. “Nada de atropelar o sabor do vinho com sucos ou licores”, alerta o professor.

A ideia é compor, não mascarar. Por isso, a recomendação é clara: vinhos tintos simples funcionam melhor do que rótulos complexos, que acabam perdendo suas nuances na mistura, além de encarecer desnecessariamente a jarra.

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Para a ceia de Natal, a sangria ganha ainda mais sentido.

Importamos um ritual de inverno europeu para um país em pleno verão, e a bebida ajuda a equilibrar essa conta. O uso de frutas e sucos cítricos traz refrescância e acidez, fundamentais para limpar o peso no paladar de pratos tradicionais como peru e tender.

E, se a ideia for incluir todo mundo à mesa, há espaço até para versões sem álcool: infusões de hibisco podem substituir o vinho e manter a cor, o frescor e o espírito coletivo da sangria, que no fim das contas, sempre foi mais sobre compartilhar do que sobre beber.

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“Se na Espanha a trilha sonora que acompanha a Sangria é o Flamenco, em Portugal, o Fado, aqui no Brasil eu sugiro degustar sua jarra ouvindo o som psicodélico da banda dos anos 70 Ave Sangria. Se você observar bem uma jarra de Sangria, ela traz uma visão psicodélica da mescla de vinhos, frutas e muitas vezes, especiarias”, finaliza o professor Elvis Campello.

Vamos às receitas:

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Sangria Clássica

PALADAR / RECEITA SANGRIA / SANGRIA CLASSICA - FOTO GIULIA HOWARD / ESTADAO Foto: Giulia Howard/GIULIA HOWARD

Clássica e fácil de preparar, a sangria tradicional combina vinho tinto com frutas como maçã, uva, abacaxi, pêssego e laranja, resultando em um drinque refrescante e aromático.

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A receita da pizzaria Luce é ideal para o Natal em clima tropical, rende bem e funciona como uma opção prática para servir em jarra durante a ceia, agradando diferentes paladares.

Sangria de Limoncello

Sangria de limoncello Foto: Giulia Howard/Estadão

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Inspirada na caipirinha brasileira e na sangria espanhola, esta versão com vinho branco e limoncello traz um toque italiano ao drinque.

A receita combina frutas verdes, espumante e ervas aromáticas, resultando em uma bebida fresca, aromática e fácil de preparar, ideal para acompanhar almoços e jantares em clima leve e descontraído.

Sangrita

Na série de drinques de verão da casa, o chef Alain Poletto sugere o 'Frosé' (R$ 25), um frozen de vinho rosé com morango; a 'Sangrita' (R$ 56,50, jarra; foto), que traz um mix de sangria e de margarita, suco de laranja e limão, tequila, licor Triple Sec e vinho tinto; e o 'Punch ao Champagne' (R$ 25), ponche de champanhe com frutas vermelhas, vodca e tônica.R. Augusta, 2.542, Jd. Paulista, 3063-1675. 12h/15h e 19h/23h30 (6ª, até 0h; sáb., 12h/18h e 19h/0h; dom., 12h/16h; fecha 2ª). Foto: Wellington Nemeth

Criada pelo chef Alain Poletto, esta receita une a sangria espanhola leva margarita mexicana em um drinque refrescante e equilibrado.

O vinho tinto funciona como base, enquanto a tequila, o triple sec e os cítricos trazem acidez e frescor, finalizados pela borda de sal, açúcar e raspas de limão. Uma variação criativa da sangria tradicional, pensada para ser servida bem gelada e compartilhada à mesa.

Sangria de frutas amarelas

Sangria de frutas amarelas Foto: Divulgação Hiu Hotel

Leve, aromática e fácil de preparar, esta sangria de frutas amarelas do Hiu Hotel aposta no vinho branco combinado a manga, melão e abacaxi, criando um drinque refrescante que rende bem e funciona para servir em grupo.

Ideal para festas e encontros informais, a receita ainda permite variações simples, com a troca das frutas por morango ou laranja, mantendo o caráter prático e coletivo da sangria.

Sangria sem álcool com infusão de hibisco

Sangria de infusão de frutas vermelhas, hibiscos e gengibre Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Sem álcool e igualmente refrescante, esta “sangria” feita à base de infusão de hibisco, frutas vermelhas e gengibre é uma alternativa leve para quem não consome bebidas alcoólicas ou busca equilíbrio na ceia.

Criada pela pesquisadora Carla Saueressig, d’A Loja do Chá, a receita mantém o espírito da sangria tradicional: cor intensa, fruta em abundância e preparo coletivo - sem usar vinho ou destilados, funcionando bem para servir em jarra e agradar a todos à mesa.

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