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Kanoe fica em 13° lugar no ranking do Prêmio Paladar

Tadashi Shiraishi leva cuidado, tradição e técnica ao omakase premiado com estrela Michelin

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Foto do autor Patrícia Ferraz
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Água com gás ou sem? Alguma alergia ou restrição alimentar? Canhota ou destra? As perguntas, feitas pelo WhatsApp na hora da reserva, aumentam a expectativa em torno da hospitalidade do Kanoe. A gentileza e o cuidado aos detalhes dão o tom no balcão de apenas nove lugares de Tadashi Shiraishi – da recepção na calçada ao chá que encerra a experiência classificada com uma estrela pelo Guia Michelin. Tudo é feito com esmero e respeito às tradições no Japão, terra dos ancestrais do sushiman dono da casa. E para tudo há uma explicação: o hashi, colocado horizontalmente, simboliza a passagem para o mundo espiritual, um portal aberto a partir da gratidão pelo alimento.

Chef Tadashi Shiraishi, do Kanoe Foto: LEO MARTINS

Antes da degustação, uma provinha do shari, o arroz usado como base para os sushis. Ali ele é mais escuro, avinagrado e levemente cítrico (daria para comer uma tigela inteira). Numa atitude ousada, o melhor peixe – o bluefin espanhol – abre o omakase, em vez de fechá-lo como é comum. São três sushis: akami, wakaremi e chiagishi, de comer de olhos fechados, para sentir melhor a textura e o sabor do peixe que derrete na boca. A sequência traz vieira, carapau, trilha, linguado, mas pode variar conforme a oferta de peixes do dia. Dois grandes momentos vêm a seguir: o shari com creme de ouriço e caviar uruguaio que chega num potinho para o cliente misturar. Untuoso, saboroso. E um steak de atum que vem com jeito de carne, mas é um bluefin empanado e frito, salpicado com pó de alga e servido com yuzu e sour cream. Notável. Não por acaso, apesar dos preços os nove lugares do balcão têm espera de mais de dois meses.

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Alameda Itu, 1578 - Jardins.

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