Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

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Bolsonaro pode ser preso se participar de live em contas de terceiros, decide Moraes

Nesta segunda, 21, ministro reforça restrições impostas ao ex-presidente, que já estava impedido de usar redes socais desde sexta, 18

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Bolsonaro: da inelegibilidade à tornozeleira em dez momentos

Presidente foi indiciado em três inquéritos e se tornou réu por tentativa de golpe de Estado; veja linha do tempo. Crédito: João Abel/Estadão (edição e voz)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu, nesta segunda-feira, 21, que a medida cautelar imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o proíbe de usar redes socais, também inclui participação em lives em qualquer plataforma de redes socais, inclusive em contas de terceiros. O ministro pontua que ex-presidente poderá ser preso se descumprir a decisão judicial.

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Segundo apurou o Estadão/Broadcast, após a decisão, Bolsonaro desistiu de uma entrevista que daria a jornalistas nesta tarde na Câmara dos Deputados.

Em um despacho, publicado nos autos do inquérito 14.129/DF, que apura suposta tentativa de obstrução à Justiça por Jair Bolsonaro, Moraes esclarece que a proibição ao uso de redes sociais inclui ‘as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros’.

Segundo o ministro, se Bolsonaro usar algum desses meio para ‘burlar a medida’, será punido com ‘imediata decretação da prisão’.

Ministro Alexandre de Moares diz que ex-presidente poderá ser preso se descumprir a decisão judicial.  Foto: Reproduçã/STF

Nesta sexta, 18, Moraes decretou uma série de medidas restritivas contra o ex-presidente, sob o ‘risco concreto de fugo. Bolsonaro passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar redes sociais e não poderá se comunicar com o seu filho, Eduardo, nem com diplomatas ou embaixadores estrangeiros.

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Jair Bolsonaro (PL) participa de live em janeiro passado com o filho, deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.  Foto: Jair Bolsonaro via YouTube

Além disso, ele deverá ficar sob recolhimento domiciliar das 19h às 6h, em dias úteis, e durante todo o final de semana.

Moraes encaminhou a decisão monocrática, na manhã da sexta, 18, para o referendo da 1ª Turma do STF. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmén Lúcia votaram por acompanhar a decisão do relator. O ministro Luiz Fux ainda não se posicionou.

Com base no regimento interno do STF, os ministros não são obrigados a depositar o voto. Se um magistrado não se pronunciar até o encerramento do prazo, ele será considerado ausente.