Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

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Moro adverte que anistiar corrupção ameaça Lava Jato e futuro do País

Em sua primeira manifestação pública contra o perdão para crimes eleitorais, corrupção e lavagem de dinheiro, juiz da Lava Jato alerta que 'toda anistia é questionável'

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Foto do autor Fausto Macedo
Foto do autor Julia Affonso
Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo, Julia Affonso, Mateus Coutinho e enviado especial a Curitiba
 

O juiz federal Sérgio Moro divulgou nota pública nesta quinta-feira, 24, alertando para os riscos que a eventual anistia dos crimes eleitorais de corrupção e de lavagem de dinheiro pode trazer à Operação Lava Jato e ao 'futuro do País'. Deputados tramam aprovar na Câmara projeto anticorrupção que deve incluir perdão ao caixa 2 e punição a juízes e procuradores por crime de responsabilidade.

"Toda anistia é questionável, pois estimula o desprezo à lei e gera desconfiança", adverte Moro, o juiz da Lava Jato.

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É a primeira manifestação pública de Moro contra as articulações dos parlamentares.

Para o magistrado, a anistia 'deve ser prévia e amplamente discutida com a população e deve ser objeto de intensa deliberação parlamentar'.

"Preocupa, em especial, a possibilidade de que, a pretexto de anistiar doações eleitorais não registradas, sejam igualmente beneficiadas condutas de corrupção e de lavagem de dinheiro praticadas na forma de doações eleitorais, registradas ou não".

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"Anistiar condutas de corrupção e de lavagem impactaria não só as investigações e os processos já julgados no âmbito da Operação Lava Jato, mas a integridade e a credibilidade, interna e externa, do Estado de Direito e da democracia brasileira, com conseqüências imprevisíveis para o futuro do País. Tem-se a esperança de que nossos representantes eleitos, zelosos de suas elevadas responsabilidades, não aprovarão medida dessa natureza."

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