Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

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PF faz buscas contra ex-assessora de Arthur Lira na Câmara para apurar desvios de emendas

Operação Transparência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino; deputado foi procurado, mas ainda não se manifestou; defesa de assessora diz que ela atuou tecnicamente

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Foto do autor Aguirre Talento
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Atualização:

BRASÍLIA E SÃO PAULO- A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, 12, contra uma assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) para investigar suspeitas de desvios de recursos por meio de emendas parlamentares.

Operação da PF tem como alvo ex-assessora do deputado Arthur Lira responsável pela indicação de emendas Foto: Foto: Lula Marques/Agencia Brasil

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O alvo da operação é Mariângela Fialek, considerada braço-direito de Lira para a viabilização de emendas parlamentares. Ela foi assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão de Lira. Atualmente, de acordo com o portal da Câmara dos Deputados, ela é lotada na liderança do PP.

O deputado foi procurado para comentar a operação. Em nota, defesa da assessora apontou que a atuação dela era estritamente técnica, apartidária e impessoal.

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em gabinete da Câmara dos Deputados Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A Operação Transparência foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da PF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e concordou com as buscas.

A investigação teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que acusou Lira de manipular o orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão. O deputado José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, também foi ouvido pela Polícia Federal.

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Mariângela Fialek foi assessora técnica da presidência da Câmara durante a gestão de Lira Foto: @Mariângela Fialek via LinkedIn

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília, um deles no gabinete de trabalho de Mariângela na Câmara dos Deputados.

Os crimes investigados são peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

A defesa de Mariangela afirmou, em nota, que ela trabalhou no governo federal durante as gestões de Lula (em 2003), Michel Temer e Jair Bolsonaro, atuou no Senado na liderança dos governos de Lula e Dilma Rousseff e trabalha na Câmara há cinco anos na função de organização técnica do orçamento.

“Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente (Colégio de Líderes). Sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal, nos exatos termos do que dispõe a LC 210/2024, editada em cumprimento às decisões do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota, assinada pelos advogados Luis Inácio Adams e Maria Cláudia Bucchianeri.

Os advogados também afirmam que as informações das emendas haviam se tornado públicas por determinação do Supremo Tribunal Federal e que o objetivo da medida de busca e apreensão era para localizar esses dados das emendas.

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