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‘Câmara terá protagonismo na regulação da IA’, diz presidente de comissão especial

Luísa Canziani diz que o desafio é criar uma legislação que ‘não iniba a inovação’, sem ‘confundir com o debate de regulação de plataformas’

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Foto do autor Levy Teles

BRASÍLIA – A deputada Luísa Canziani (PSD-PR), presidente da Comissão Especial que trata do projeto de lei que regulamenta a inteligência artificial (IA), que veio do Senado Federal, diz que a Câmara dos Deputados “terá protagonismo” e que o colegiado deverá fazer alterações na proposta, buscando abrir espaço para inovação.

A ideia é setorizar a regulação a outras agências, em vez de centrar o trabalho à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Canziani, presidente da comissão especial que trata do projeto de lei sobre IA foi relatora de proposição similar, em 2021. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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“Não vamos confundir o debate da regulação das plataforma com o debate sobre IA”, afirma Canziani. “Toda nova tecnologia combina oportunidades e riscos. O desafio é criar uma legislação que não iniba a inovação e ofereça proteção aos cidadãos.”

A proposta do Senado foi elaborada pelo ex-presidente dessa Casa legislativa Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e passou por discussão em uma comissão especial até a aprovação em plenário.

A regulação se aplica para as IAs públicas e privadas que tenham uso comercial e de larga escala no País – modelos desenvolvidos pela iniciativa pública, startups e big techs, como Meta, Amazon, Microsoft, OpenAI, precisarão se adaptar caso o projeto seja aprovado.

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O texto do Senado determina dois órgãos responsáveis pela supervisão e triagem dessas tecnologias: o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA) e a ANPD.

Na ideia de integrantes da comissão na Câmara, a ideia é dar mais poder aos setores, para que eles tenham os instrumentos para poder estabelecer questões regulatórias sobre o uso de IAs sem seu campo.

Por exemplo, A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), nesse modelo, teria os instrumentos para determinar questões sobre IA, em vez de centralizar as determinações à ANPD.

O Senado aprovou o texto que estabelece o marco regulatório de IA em 2024. No começo deste mês de abril, o presidente da Câmara determinou a criação de uma comissão especial para discutir o projeto de lei. Canziani será a presidente, e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) o relator.

Como mostrou o Estadão em 2024, a regulação de IA já era um tema de disputa entre a Câmara e o Senado. A Câmara já tinha aprovado um projeto de lei, em 2021 (Canziani foi a relatora desse texto), quando o Senado decidiu ignorar a iniciativa e elaborou um novo texto, proposto por uma comissão de notáveis.

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O entendimento era que o primeiro texto da Câmara abria mais espaço para inovação, enquanto o texto inicial do Senado era considerado mais duro.

“A Câmara não será mera espectadora do debate regulatório sobre inteligência artificial. A Casa terá voz ativa e papel protagonista na formulação de uma regulação responsável”, afirma Canziani.