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STF toma medida inédita ao prorrogar horário da votação no Brasil

Decisão do ministro Cristiano Zanin estendou o fechamento de urnas eletrônicas em todo o País em duas horas após denúncias de falta de ônibus

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Foto do autor Gabriel de Sousa

Episódio dos ônibus pode afetar resultado das eleições?

Colunista Diogo Schelp comenta a possibilidade de judicialização do resultado das eleições caso seja comprovada interferência deliberada no transporte público. Crédito: Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu estender em duas horas o horário de votação no Brasil, com as urnas fechando às 19h neste domingo. A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, após pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. A apuração foi interrompida após a decisão. Em 2022, o TSE negou pedido semelhante do PT devido a atrasos causados pela PRF. Em 2020, a eleição no Amapá foi adiada por um apagão, e em 2000, um pedido de adiamento por feriado judeu foi negado.

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão inédita ao estender em duas horas o horário de votação no Brasil. A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, sorteado relator após pedidos das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Com a decisão, as urnas serão fechadas neste domingo às 19 horas. A apuração chegou a começar a começar, mas foi interrompida logo após a decisão de Zanin.

Decisão de prorrogar as eleições foi do ministro Cristiano Zanin. Foto: Wilton Junior/Estadão

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No segundo turno da eleição de 2022, disputada entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, descartou estender o horário de votação após um pedido do PT que denunciava operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que estavam atrasando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, reduto eleitoral petista.

Em 2020, porém, houve adiamento na eleição municipal do Estado do Amapá. O pleito estava marcado para o dia 15 de novembro, mas, por conta de um apagão no Estado, foi adiado para o dia 6 de dezembro (primeiro turno) e 20 de dezembro (segundo turno).

Na eleição de 2000, foi feito um pedido para que a eleição municipal fosse adiada em três horas por conta de um feriado judeu. A medida foi negada sob a alegação de que prejudicaria a realização da apuração dos votos.

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