Episódio dos ônibus pode afetar resultado das eleições?
Colunista Diogo Schelp comenta a possibilidade de judicialização do resultado das eleições caso seja comprovada interferência deliberada no transporte público. Crédito: Estadão
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu estender em duas horas o horário de votação no Brasil, com as urnas fechando às 19h neste domingo. A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, após pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. A apuração foi interrompida após a decisão. Em 2022, o TSE negou pedido semelhante do PT devido a atrasos causados pela PRF. Em 2020, a eleição no Amapá foi adiada por um apagão, e em 2000, um pedido de adiamento por feriado judeu foi negado.
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão inédita ao estender em duas horas o horário de votação no Brasil. A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, sorteado relator após pedidos das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Com a decisão, as urnas serão fechadas neste domingo às 19 horas. A apuração chegou a começar a começar, mas foi interrompida logo após a decisão de Zanin.
No segundo turno da eleição de 2022, disputada entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, descartou estender o horário de votação após um pedido do PT que denunciava operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que estavam atrasando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, reduto eleitoral petista.
Em 2020, porém, houve adiamento na eleição municipal do Estado do Amapá. O pleito estava marcado para o dia 15 de novembro, mas, por conta de um apagão no Estado, foi adiado para o dia 6 de dezembro (primeiro turno) e 20 de dezembro (segundo turno).
Na eleição de 2000, foi feito um pedido para que a eleição municipal fosse adiada em três horas por conta de um feriado judeu. A medida foi negada sob a alegação de que prejudicaria a realização da apuração dos votos.


