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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Roberto Freire deixa presidência do Cidadania na esteira de racha no antigo ‘Partidão’

Ex-ministro comandava partido há mais de três décadas, mas confronto se acirrou e grupo adversário ganhou maioria

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Por Vera Rosa
Atualização:

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, deixou a presidência do partido neste sábado, 9, após 31 anos no cargo desde o antigo PCB. Em nota, o ex-ministro da Cultura no governo de Michel Temer disse que sua saída é em caráter “irrevogável”.

O afastamento de Freire do comando do Cidadania já era esperado após ruidoso racha na sigla, que nasceu do PCB (antigo “Partidão”) e depois se transformou em PPS. Como mostrou a Coluna do Estadão, um encontro virtual da Executiva Nacional do Cidadania, em 19 de agosto, terminou com a vitória do grupo de dirigentes que tentava tirar Freire da presidência.

Freire disse, em nota à Executiva, que saída é em caráter "irrevogável" Foto: JF Diorio/Estadão

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Marcada por troca de xingamentos – de “bandido” a “vagabundo, passando por “caudilho” e “picareta” –, a reunião do dia 19 escancarou as divergências sobre os rumos do partido. A adesão ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o futuro da federação PSDB-Cidadania dividem a legenda até hoje.

O ex-deputado estadual Plínio Comte Bittencourt, que comanda o Cidadania no Rio, assumirá agora a presidência nacional do partido.

“Encerro, assim, uma longa vida neste partido, o único desde o PCB nos idos de 1962 do século passado”, escreveu Freire, em nota encaminhada à Executiva Nacional do Cidadania. “Com a certeza de ter contribuído para sua bela história, de forma honrada e digna, saio ressaltando os homens e mulheres que deram a vida e respeito ao partido”, emendou ele, ao destacar que travou “o bom combate até o fim”.

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