Decisões recentes do STF abrem caminho para Bolsonaro cumprir pena em casa se for condenado

Ao menos quatro políticos obtiveram o direito de cumprirem pena em casa por questões de saúde

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Foto do autor Carolina Brígido

BRASÍLIA — Três decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano podem servir como precedentes para Jair Bolsonaro obter autorização para cumprir pena em casa se for condenado no processo sobre a trama golpista. Ao longo de 2025, o tribunal concedeu esse direito a dois políticos condenados: o ex-presidente Fernando Collor e o ex-deputado Roberto Jefferson.

Também neste ano, o STF permitiu que o deputado federal Chiquinho Brazão deixasse a prisão preventiva rumo à domiciliar. Acusado de ser um dos mandantes do assassinado da vereadora Marielle Franco, Brazão ainda não foi julgado. Assim como alega Bolsonaro, os três apresentaram documentos com diagnósticos de doenças graves.

O ex-presidente Jair Bolsonaro aguarda o julgamento do STF em prisão domiciliar Foto: Dida Sampaio

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Um precedente mais antigo trilha o mesmo caminho. Em 2018, após o julgamento de todos os recursos à condenação, o então deputado Paulo Maluf foi mandado para a prisão. No ano seguinte, o STF permitiu que ele cumprisse a pena em casa, também por questões de saúde.

No curso do processo sobre a trama golpista, Jair Bolsonaro alegou que sofre de problemas graves de saúde. O último laudo médico atestou esofagite, gastrite, refluxo e infecção pulmonar. Além disso, o ex-presidente ainda sofre sequelas da facada que o atingiu na campanha eleitoral de 2018. Após o atentado, ele foi submetido a várias cirurgias abdominais.

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O julgamento de Bolsonaro está agendado para começar em 2 de setembro. A tendência é que ele seja condenado a pena de prisão. Fontes do tribunal consideram bastante provável que o ex-presidente seja autorizado a cumprir pena em casa.

Em 4 de agosto, diante da constatação de que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares, o ministro Alexandre de Moraes preferiu mandar o ex-presidente para a prisão domiciliar do que para uma cela. Isso pode ser um indicativo de que essa opção pode ser levada em conta diante de eventual condenação.