Caiado é aplaudido por empresários em SP, pede apoio nas redes e doações, com boletos de R$ 20 mil

Candidato prometeu reforma, contenção de gastos e chamou arcabouço fiscal de ‘piada’

PUBLICIDADE

Foto do autor Pedro Augusto Figueiredo
Foto do autor Renan Porto

QG de Flávio desdenha da tese de voto útil de Caiado e recusa 'convite para dançar'

Caiado evoca lições de Brizola e Ciro para tentar virada no 1º turno, enquanto o PL foca em alianças de TV e na escolha do vice. Crédito: Roseann Kennedy

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) se reuniu na noite desta quinta-feira, 13, com empresários do mercado financeiro, do agronegócio, da mineração e da indústria na sede do Iate Clube de Santos, localizada em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo.

PUBLICIDADE

Em seu discurso, ele pediu que os empresários o ajudem e façam publicações nas redes sociais em apoio a ele.

“Cada postagem que vocês fazem aí é uma revolução enorme. ‘Acredito nesse cara, esse cara é bom, pode botar fé’. Se continuar esse governo, vocês sabem onde é que esse Brasil vai caminhar. É pro calote da dívida pública, é pro confisco”, disse ele.

Publicidade

Ao fim do encontro foram entregues aos empresários envelopes para quem quisesse contribuir com doações à campanha de Caiado. Cada um dos envelopes possuía cinco boletos de R$ 20 mil.

Encontro de empresários com Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab Foto: Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

O encontro, com cerca de 200 pessoas, foi organizado pelo vice na chapa, Gilberto Kassab (PSD), e pelo ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD), em meio ao diagnóstico da campanha que o empresariado, de forma geral, está desanimado com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e à procura de uma candidatura alternativa.

Entre os presentes, estavam o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi; o pecuarista Jovelino Mineiro; Shiro Nishimura, acionista do grupo Jacto, fabricante de máquinas agrícolas; a socialite Narcisa Tamborindeguy; e Regina Esteves, presidente da Comunitas.

Publicidade

Kassab foi aplaudido ao dizer que Caiado não é a terceira via, mas sim “a alternativa” a Flávio e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Envelope distribuído no evento de Caiado possuía cinco boletos no valor de R$ 20 mil cada para doação à campanha Foto: Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

Em seu discurso, o candidato do PSD comparou a atual situação econômica com a do governo de Dilma Rousseff em 2015 - quando a petista promoveu um ajuste fiscal mesmo falando o oposto durante a campanha - e disse que apresentará todas as reformas em 5 de janeiro, primeiro dia de seu eventual governo.

Ele afirmou que pretende realizar reformas administrativa e política, com a implantação do voto distrital misto, e retomar a reforma trabalhista. Segundo o ex-governador, as regras trabalhistas aprovadas na gestão de Michel Temer (MDB) foram “mutiladas” por decisões de tribunais superiores.

Publicidade

Caiado foi aplaudido em diversos momentos, entre eles quando disse que o PT é conivente com o narcotráfico, que vai colocar um freio nos “covardezinhos” que praticam feminicídio e que um País que tem Lula e Fernando Haddad (PT) não precisa de inteligência artificial.

Ele também voltou a chamar Lula e Flávio de “fujões”, por não participarem de debates e sabatinas, e chegou a sugerir a aprovação de uma lei para quem não comparecer a estes eventos ter o registro da candidatura negado.

Entre os políticos, compareceram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Aldo Rebelo, que contribuem com o plano de governo de Caiado, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva (PSD), o ex-ministro do STF, Nelson Jobim, e o deputado federal Pedro Lupion.

Publicidade

PUBLICIDADE

Ao abrir o evento, Matarazzo enfatizou a importância do currículo dos candidatos. “O pessoal põe diploma que não tem”, disse. Depois, listou as formações acadêmicas de Caiado e Kassab. “E têm mesmo, eu chequei”, brincou novamente, arrancando risada da plateia nas duas vezes.

As brincadeiras miravam em Flávio Bolsonaro (PL), já que seu currículo em páginas oficiais indicavam que teria uma pós-graduação em Ciências Políticas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Procurada pelo portal g1, a UFRJ disse que não tinha registros de que Flávio tenha estudado na instituição. Após a repercussão, a campanha de Flávio admitiu o que chamou de erro.

Vale ler também
Fernando Schüler
Riscos a crianças e adolescentes nada têm a ver com liberdade de expressão
Carlos Andreazza
Encontro com Lula acontece quando Alcolumbre tem preocupações reais com operações da PF e eleições
Eliane Cantanhêde
Ao violar o sigilo da fonte, Moraes fez um favor a Flávio Dino e um desfavor à democracia