Governo tira Marcola de conselho de empresa pública

Planalto afirma que indicações para conselho são destinadas a servidores públicos formalmente nomeados

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Foto do autor Gustavo Côrtes
Atualização:

Caso Marcola põe suspeita de corrupção na antessala de Lula e gera encruzilhada com a oposição

Ex-assessor admitiu ter recebido dinheiro de lobista amiga de Lulinha; caso amplia pressão sobre o Planalto no início da disputa eleitoral.

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BRASÍLIA - O governo federal decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o conselho de administração da Terracap. A estatal, que gere o patrimônio imobiliário de Brasília, pertence ao Distrito Federal, mas a União é acionista minoritária e, por isso, tem direito a indicações.

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do Lula Foto: Reprodução/Facebook@Renan Fernandes

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A informação foi publicada pelo SBT News e confirmada pelo Estadão.

Em nota o Palácio do Planalto, afirmou que a alteração da indicação decorre da saída de Marcola do governo.

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“Os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores públicos formalmente nomeados, observados os requisitos legais e normativos aplicáveis. Desse modo, todas as vagas ocupadas por pessoas que deixam a administração federal são sempre substituídas”, informou a Secom.

Marcola exercia cargo no colegiado da empresa desde 2023. Ele entrou na mira da Polícia Federal por ter recebido R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger, suspeita da prática de tráfico de influência junto com Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha.

A aliados, o ex-chefe de gabinete afirma que os repasses foram efetuados a título de empréstimo.

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No conselho da Terracap, ele recebia R$ 12,4 mil mensais, além dos R$ 31,9 mil a que tinha direito pelo cargo na Presidência. Conforme revelou o Estadão, os cargos do governo no colegiado da empresa são usados para turbinar salários de auxiliares de ministros e do próprio presidente.

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