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BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai usar na campanha eleitoral a descoberta de petróleo na bacia da Foz do Amazonas como mais um legado de seu governo. A descoberta do óleo, na Margem Equatorial, foi anunciada pela Petrobras na noite desta sexta-feira, 14.
Sob o slogan “O Brasil pronto pra mais”, Lula dará a largada oficial da campanha neste domingo, dia 16, com um comício no Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, e falará do novo petróleo. Foi em Vila Euclides que ele comandou as greves de metalúrgicos que desafiaram a ditadura, no fim dos anos 70.

A identificação de hidrocarbonetos em águas profundas da Margem Equatorial, que vai do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte, entrará na propaganda eleitoral de rádio e TV de Lula e também nas redes sociais do sociais do governo e do candidato do PT.
Na prática, a presença de hidrocarbonetos significa que há indícios de petróleo ou gás natural na região, mas o governo e a Petrobras estão otimistas. Lula sempre que diz que o petróleo é o “passaporte para o futuro”.
Em setembro de 2008, dois anos após a perfuração do poço pioneiro no Campo de Tupi, Lula sujou as mãos com o óleo do pré-sal e, como se ressuscitasse a campanha “O Petróleo é nosso” – que embalou o segundo governo de Getúlio Vargas –, “carimbou” o macacão laranja usado pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O presidente estava no seu segundo mandato e aquele gesto foi interpretado pelo mundo político como um sinal de que Dilma seria sua sucessora.
A descoberta anunciada pela Petrobras, nesta sexta-feira, ocorre depois de uma intensa briga entre a empresa, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que acabou mediada pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Irritado, Lula chegou a dizer, em fevereiro do ano passado, que havia uma “lenga-lenga” na concessão de licença para a Petrobras iniciar a prospecção de petróleo na Foz do Amazonas. “Não dá para a gente ficar nessa lenga-lenga, com o Ibama sendo um órgão do governo e parecendo ser contra o governo”, protestou o presidente.
À época, o processo de exploração pôs em lados opostos a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva – hoje candidata ao Senado pela Rede Sustentabilidade – e o titular de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
“Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse nesta sexta-feira a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o resultado mostra a “excelência” da companhia. “Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas”, afirmou ele, em nota.







